Mulheres ocupam 14% dos cargos C-Level no setor florestal brasileiro

Relatório da Rede Mulher Florestal revela baixa representatividade feminina em liderança executiva em 2026

Apesar dos avanços globais na sustentabilidade, as mulheres ainda enfrentam baixa representatividade nos cargos de liderança executiva do setor florestal no Brasil. Segundo o relatório inédito “Panorama de Gênero do Setor Florestal 2026”, divulgado pela Rede Mulher Florestal, as mulheres ocupam apenas 14% dos cargos C-Level, enquanto representam 22,97% da força de trabalho total do setor.

O levantamento reforça que, embora a sustentabilidade tenha ganhado espaço nas estratégias corporativas — com 46% das organizações ampliando orçamento e equipe nessa área nos últimos dois anos, conforme pesquisa da Trellis Group — a presença feminina em posições de comando ainda é limitada. A Trellis Group entrevistou cerca de 500 profissionais de empresas com receitas estimadas em US$ 1 bilhão, evidenciando a crescente incorporação da sustentabilidade na gestão empresarial.

A especialista em economia criativa Liu Berman, embaixadora do Instituto Reinventando Futuros, destaca que as lideranças atuais precisam articular inovação, impacto social e visão de longo prazo. Ela aponta que a sub-representação feminina prejudica o avanço do setor, pois as habilidades desenvolvidas pelas mulheres são essenciais para a construção de equipes e para o sucesso dos negócios.

No entanto, o cenário não é totalmente positivo. A pesquisa da Trellis mostra que cerca de 25% das empresas reduziram seus orçamentos para sustentabilidade. Entre as que mantêm metas ambientais, 57% afirmam tê-las preservado, 24% as fortaleceram e 16% as enfraqueceram ou abandonaram.

Liu Berman ressalta que a sustentabilidade deve estar integrada ao modelo de negócio, e não ser apenas um selo ou vitrine. Ela cita iniciativas como o Maré de Mudanças e o Fórum Nordeste de Economia Circular, que demonstram como o impacto socioambiental pode gerar valor econômico real, incluindo geração de renda, emprego e fortalecimento de marcas.

Para a especialista, o impacto bem estruturado cria ativos invisíveis como reputação, confiança e redes de parceria, que se transformam em oportunidades concretas de negócios. Ela enfatiza que o futuro dos negócios sustentáveis está na interseção entre criatividade, ciência e pertencimento local, onde projetos se tornam plataformas de desenvolvimento e não iniciativas isoladas.

Este panorama evidencia a necessidade de ampliar a participação feminina em cargos de liderança no setor florestal, alinhando diversidade e sustentabilidade para promover inovação e crescimento econômico sustentável.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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