Plataforma conecta pessoas com fibromialgia em rede nacional

Fibro Social reúne pacientes, profissionais e lideranças para oferecer informação, acolhimento e cursos gratuitos

A Fibro Social é uma plataforma gratuita criada pela Associação Fibromiálgicas(os) do Brasil que conecta pessoas com fibromialgia em uma rede nacional de acolhimento, informação e articulação social. A iniciativa reúne mais de 1.500 pessoas, incluindo pacientes, lideranças de associações, voluntários e profissionais de saúde, em um ambiente virtual seguro e organizado, disponível em versão web e aplicativo.

A plataforma oferece grupos temáticos, fóruns de discussão, conteúdos educativos, cursos, oficinas e ações voltadas à saúde mental. O objetivo é ampliar o acesso à informação, reduzir o isolamento social e fortalecer o protagonismo das pessoas que convivem com a doença.

A fibromialgia é caracterizada por dor crônica generalizada, especialmente na musculatura, e pode estar associada a fadiga, sono não reparador, alterações cognitivas, ansiedade e depressão. Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), cerca de 3% da população brasileira é afetada, com maior prevalência entre mulheres.

A fundadora da Associação, Daya Silva, diagnosticada com fibromialgia aos 24 anos, transformou sua experiência pessoal em uma rede de apoio que começou com um blog em 2009 e evoluiu para a criação da Fibro Social. Em 2024, a iniciativa foi acelerada pelo Instituto Legado de Empreendedorismo Social, recebendo apoio financeiro para o desenvolvimento da plataforma.

Em janeiro de 2025, a Lei nº 15.176/2025 reconheceu a fibromialgia como condição que pode ser enquadrada como deficiência no Brasil, garantindo direitos como benefícios previdenciários, atendimento no SUS e cotas. O reconhecimento exige avaliação biopsicossocial multiprofissional. A Fibro Social pretende atuar na execução e monitoramento dessa política pública, promovendo a articulação entre pacientes, profissionais e associações.

A plataforma se baseia em uma visão integrada da fibromialgia, considerando os aspectos físicos, emocionais, sociais e profissionais da doença. Seus três pilares são: Promoção de Saúde e Qualidade de Vida; Sociopolítico e Ambiental; e Educação, Emprego e Renda. Entre os cursos disponíveis estão temas como cannabis medicinal, Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF) e jornada do paciente, com explicações sobre base legal e acesso a direitos.

Usuárias como Milene Gualandi de Sá, diagnosticada em 2023, destacam a importância da Fibro Social para o acesso a informações seguras e o sentimento de pertencimento. Milene lidera um grupo local com 83 pessoas e contribuiu para a aprovação de leis municipais e a criação de atividades adaptadas pela prefeitura, como pilates e auriculoterapia, graças ao apoio da Associação.

A Fibro Social também oferece grupos terapêuticos coletivos guiados por psicólogos voluntários, fortalecendo o suporte emocional para quem enfrenta a fibromialgia. A plataforma representa um avanço importante no enfrentamento da doença, promovendo inclusão, informação e mobilização social para milhares de pessoas que convivem com a condição.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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