Fibromialgia: desafios no diagnóstico e tratamento no Brasil
No Dia Nacional de Conscientização, especialistas destacam diagnóstico precoce e tratamento multidisciplinar
No Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Fibromialgia, celebrado em 12 de maio, especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce e do tratamento multidisciplinar para essa condição que afeta cerca de 3% da população brasileira, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR).
A fibromialgia é caracterizada por dor crônica e generalizada, que vai além do desconforto físico, impactando o sono, a saúde mental e a qualidade de vida das pessoas acometidas.
O diagnóstico da fibromialgia é clínico, baseado na presença de dor difusa em várias regiões do corpo por mais de três meses, além da exclusão de outras doenças, já que não existem exames específicos para confirmá-la.
O Dr. Thiago Ferreira, coordenador de Reumatologia da Afya Educação Médica, destaca que a doença envolve sintomas como fadiga intensa, sono não reparador e alterações cognitivas, como dificuldade de concentração e memória. Transtornos de humor, como ansiedade e depressão, também são comuns e podem agravar o quadro.
Além disso, a fibromialgia frequentemente está associada a outras dores e comorbidades, o que pode dificultar sua identificação e levar a tratamentos fragmentados. Por isso, uma abordagem integrada que considere os aspectos físicos, emocionais e funcionais do paciente é fundamental para um cuidado mais eficaz.
Outro desafio enfrentado pelas pessoas com fibromialgia é o preconceito. Embora a doença não cause deformidades ou lesões progressivas, ela pode ser altamente incapacitante, limitando atividades diárias, trabalho e vida social.
O Dr. Fabrício Buz ressalta que o tratamento prioriza abordagens não medicamentosas, como exercícios físicos regulares e acompanhamento psicológico para manejo da dor crônica. Medicamentos são usados como suporte, principalmente para melhorar o sono e controlar sintomas.
Nos últimos meses, houve avanços legais importantes. A Lei 15.176/2025 reconhece a fibromialgia como deficiência no Brasil, garantindo direitos como cotas em concursos públicos, isenção de impostos na compra de veículos adaptados e benefícios previdenciários.
O Ministério da Saúde estruturou um modelo de atendimento pelo SUS com capacitação de profissionais e cuidado multidisciplinar, incluindo fisioterapia, apoio psicológico e terapia ocupacional.
Apesar desses progressos, a falta de informação qualificada e o estigma ainda dificultam o diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento adequado. Especialistas defendem a ampliação da capacitação dos profissionais de saúde, a implementação efetiva das diretrizes aprovadas e campanhas de conscientização para melhorar a vida das pessoas com fibromialgia.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



