Cânceres abdominais causam mais de 70 mil mortes anuais no Brasil

Em 2025, cânceres de pâncreas, estômago, fígado, esôfago, peritônio e colorretal somaram 74 mil óbitos no país

Mais de 70 mil brasileiros morreram em 2025 em decorrência de cânceres abdominais, incluindo tumores de pâncreas, estômago, fígado, esôfago, peritônio e colorretal. Segundo levantamento realizado pelo cirurgião oncológico Felipe José Fernández Coimbra, com base em dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, esses seis tipos de câncer somaram 74.001 óbitos no país.

O câncer colorretal, que engloba os tumores de cólon e reto, foi o mais letal, com 23.539 mortes registradas. Em seguida, aparecem o câncer de pâncreas (14.571 mortes), estômago (14.363), fígado (11.305), esôfago (8.245) e neoplasias do peritônio (1.978).

Esses tumores apresentam sintomas pouco específicos nas fases iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce e contribui para a alta letalidade. O câncer de pâncreas é um exemplo emblemático dessa situação, pois, apesar de representar cerca de 1% dos diagnósticos oncológicos no Brasil, responde por aproximadamente 5% das mortes por câncer.

A análise histórica dos dados revela um crescimento consistente na mortalidade desses cânceres. O número de mortes por câncer de pâncreas aumentou de 10.754 em 2017 para 14.571 em 2025. O câncer de fígado também apresentou crescimento, passando de 10.201 para 11.305 óbitos no mesmo período. Já o câncer de estômago e o de esôfago mantiveram níveis elevados e estáveis, com mais de 8 mil mortes anuais. O câncer colorretal mostrou aumento progressivo, acompanhando a tendência de crescimento da incidência no país.

As estimativas do Instituto Nacional de Câncer indicam que, para o triênio 2026–2028, o Brasil deverá registrar cerca de 59,5 mil novos casos anuais de cânceres de estômago, pâncreas, esôfago e fígado. Somando o câncer colorretal, a previsão ultrapassa 113 mil novos diagnósticos por ano. O câncer colorretal é o mais incidente, seguido pelo câncer de estômago, pâncreas, fígado e esôfago.

A elevada mortalidade está associada à combinação da biologia agressiva desses tumores com o diagnóstico tardio. A cirurgia continua sendo a principal chance de cura, mas só é viável quando o câncer é detectado precocemente. Por isso, a prevenção, a vigilância de grupos de risco e o acesso oportuno ao tratamento são fundamentais para reduzir o impacto dessas doenças.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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