Inteligência artificial personaliza decisões sobre fertilidade feminina

Tecnologia analisa qualidade dos óvulos para apoiar planejamento da maternidade

No mês do Dia das Mães, a discussão sobre fertilidade feminina destaca que, apesar da maior autonomia para decidir sobre a maternidade, muitas mulheres ainda tomam decisões baseadas em estimativas genéricas. A idade é o principal parâmetro usado para estimar o potencial reprodutivo, mas não reflete a variabilidade individual entre mulheres. Esse cenário é especialmente evidente em procedimentos como congelamento de óvulos e fertilização in vitro (FIV), nos quais as pacientes geralmente recebem informações sobre a quantidade de óvulos coletados, mas têm pouca visibilidade sobre o potencial individual de cada óvulo, o que pode impactar decisões importantes durante o tratamento.

Para mudar essa realidade, a empresa canadense Future Fertility desenvolveu uma plataforma que utiliza inteligência artificial para analisar imagens de óvulos captadas em laboratório. A tecnologia identifica padrões morfológicos imperceptíveis ao olho humano, associados ao potencial reprodutivo dos óvulos, oferecendo insights personalizados sobre as chances de sucesso da paciente. A análise é feita a partir de fotografias em alta resolução dos óvulos, que já fazem parte da rotina dos laboratórios. A partir dessas imagens, algoritmos treinados com milhares de dados avaliam a qualidade dos óvulos e geram relatórios específicos para diferentes momentos da jornada reprodutiva.

O relatório VIOLET™ é direcionado a mulheres que congelam óvulos, fornecendo uma avaliação individual do potencial futuro de desenvolvimento de cada óvulo vitrificado. Isso ajuda a responder perguntas práticas, como as chances reais de ter um bebê a partir daquele estoque de óvulos, permitindo decisões mais informadas sobre a necessidade de novos ciclos. Já o relatório MAGENTA™ é aplicado em ciclos de FIV, atribuindo uma pontuação a cada óvulo com base na probabilidade de desenvolvimento até o estágio de blastocisto, fundamental para a formação de embriões viáveis. Essas informações auxiliam médicos e pacientes a interpretar os resultados do ciclo atual e ajustar estratégias futuras, especialmente após tentativas anteriores sem sucesso.

Segundo Christy Prada, CEO da Future Fertility, a tecnologia não substitui os aspectos pessoais da jornada da maternidade, mas oferece uma camada adicional de dados objetivos que ajudam a reduzir a incerteza e a trazer mais clareza para decisões críticas. Essa inovação representa um avanço na medicina reprodutiva, ao permitir que as decisões sobre fertilidade sejam baseadas em dados individualizados, e não apenas em probabilidades populacionais. Assim, a inteligência artificial contribui para uma abordagem mais personalizada e informada no planejamento da maternidade.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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