Mulheres conciliam carreira em cibersegurança e maternidade
Profissionais como Marília Cardoso equilibram plantão 24 horas e cuidados com os filhos
Marília Cardoso, diretora comercial da NetSecurity e mãe, inicia seu dia conferindo alertas de segurança digital antes de acordar os filhos para a escola. Essa rotina reflete a realidade de muitas mulheres que atuam na área de cibersegurança, conciliando carreira e maternidade. O setor enfrenta um déficit global de 3,5 milhões de profissionais, com apenas 24% de representação feminina.
Profissionais que atuam em resposta a incidentes sabem que as ameaças não respeitam horários. Uma vulnerabilidade detectada fora do expediente exige ação imediata, mesmo que a profissional esteja em casa cuidando dos filhos. Para essas mulheres, a comparação entre cibersegurança e maternidade vai além da metáfora: ambas demandam monitoramento constante, respostas rápidas a imprevistos e a capacidade de manter a calma sob pressão.
Marília afirma: “você nunca controla todos os riscos, mas pode se preparar para respondê-los com rapidez. Em segurança, a gente chama isso de resiliência. Em casa, a gente chama de maternidade.”
Apesar da crescente demanda por profissionais, o setor ainda não oferece condições adequadas para reter mulheres qualificadas. Pesquisa da Women in Cybersecurity (WiCyS) revela que 44% das mães no setor já adiaram promoções ou recusaram cargos de liderança por falta de suporte para conciliar trabalho e família. Marília observa que equipes pequenas, sobrecarregadas e com pouca diversidade representam um risco operacional, não apenas uma questão de inclusão.
Além do trabalho, essas mulheres exercem papel fundamental na segurança digital doméstica. Com 85% dos lares brasileiros conectados à internet, mães com conhecimento em cibersegurança educam seus filhos sobre ameaças como phishing, engenharia social e deepfakes, traduzindo conceitos técnicos para a linguagem infantil. Essa educação digital básica é comparada ao cuidado com a segurança no trânsito, essencial para proteger crianças no ambiente online.
O conhecimento adquirido no cotidiano familiar também contribui para o trabalho profissional, especialmente em projetos de conscientização e treinamento corporativo, área em que a NetSecurity tem investido.
No mês do Dia das Mães, a pauta de privacidade e governança de dados reforça a importância de proteger informações pessoais, especialmente as de mães e filhos, que estão entre as mais expostas em vazamentos, segundo a Febraban. Para essas mulheres, proteger dados é também um ato de cuidado familiar.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



