Tocar violino na vida adulta pode ajudar no bem-estar

Prática musical está associada a melhora do humor, cognição e conexão social

Com o aumento da busca por atividades que ajudem a desacelerar a rotina, o violino tem se tornado uma opção para adultos que desejam melhorar o bem-estar. Antes associado principalmente à formação infantil e ao ensino clássico, o instrumento agora atrai pessoas interessadas em foco, disciplina e aprendizado fora da lógica automática das telas digitais.

A relação entre música e saúde é respaldada por estudos recentes. Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou um relatório com mais de 3 mil pesquisas que apontam o papel das artes na promoção da saúde, prevenção de doenças e manejo de condições ao longo da vida. Especificamente sobre a música, uma revisão de 2021 na revista Frontiers in Psychology indicou que tocar um instrumento está ligado a melhorias no humor, cognição, processos motores e interação social.

O violinista Arthur Lauton, que ensina iniciantes adultos, destaca que muitos alunos chegam com o desejo antigo de tocar, mas com receio de começar tarde demais. Ele explica que o aprendizado do violino exige paciência, já que as primeiras aulas focam em técnicas básicas, como passar o arco nas cordas para produzir um som decente. Lauton ressalta que o ensino para adultos deve considerar a lógica da aprendizagem adulta, diferente da infantil, e que o objetivo não é formar músicos profissionais, mas promover o aprendizado com método e constância.

Além dos benefícios cognitivos e sociais, o violino pode ter impacto emocional significativo. Um exemplo é o caso de Lucia Warizaya, de 70 anos, que começou a aprender violino em 2022 enquanto enfrenta um tratamento contra o câncer. Para ela, o instrumento representa um pilar importante em sua trajetória, junto com a fé e a poesia.

O cenário atual reforça a importância de atividades que promovam saúde mental. Dados recentes indicam que 26,8% dos brasileiros tinham diagnóstico de ansiedade no primeiro trimestre de 2023, com prevalência ainda maior entre jovens de 18 a 24 anos. Em 2025, a Previdência Social registrou aumento nos benefícios por incapacidade temporária relacionados a transtornos mentais, especialmente ansiedade e depressão.

Nesse contexto, o violino surge como uma alternativa para quem busca melhorar o bem-estar por meio da música, exercitando a concentração, a disciplina e a regulação emocional. Lauton afirma que com 20 minutos diários de prática, em poucos meses é possível tocar alguma música, e em um ou dois anos, ler partituras e tocar outras canções de interesse.

Assim, tocar violino na vida adulta pode ser uma forma eficaz de cuidar da saúde mental e emocional, promovendo conexão social e qualidade de vida.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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