Dor persistente nas costas pode indicar mieloma múltiplo
Sintoma comum pode estar associado a câncer raro que afeta a medula óssea
A dor persistente nas costas pode ser um sinal de mieloma múltiplo, um tipo raro de câncer hematológico que afeta a medula óssea. Essa condição representa cerca de 1% dos tumores malignos e é uma das principais causas de lesões ósseas, especialmente na coluna vertebral.
O que é mieloma múltiplo e como ele afeta o corpo
O mieloma múltiplo ocorre quando os plasmócitos, células da medula óssea responsáveis pela produção de anticorpos, se multiplicam de forma descontrolada e deixam de exercer sua função. Esse acúmulo prejudica a produção normal das demais células do sangue e provoca lesões nos ossos, incluindo as vértebras, causando dor lombar constante e progressiva. A doença pode levar a fraturas espontâneas e sintomas neurológicos, caso haja compressão da medula.
Sintomas que merecem atenção
A dor óssea está presente em até 90% dos pacientes com mieloma múltiplo, sendo diferente das dores musculares comuns por ser constante, progressiva e piorar à noite ou com o repouso. Outros sintomas incluem anemia, hipercalcemia (aumento do cálcio no sangue), insuficiência renal e infecções frequentes devido à imunidade comprometida. Alterações na sensibilidade, fraqueza muscular e perda de controle de funções básicas também são sinais que não devem ser ignorados.
Diagnóstico e importância da avaliação médica
O diagnóstico do mieloma múltiplo começa com uma avaliação clínica completa, incluindo exame físico neurológico para identificar dor localizada, fraqueza muscular e alterações sensoriais. Exames de imagem, como ressonância magnética e tomografia computadorizada, ajudam a detectar lesões na coluna. Exames laboratoriais e biópsia confirmam o diagnóstico. A avaliação médica é essencial para diferenciar a dor causada pelo mieloma de outras dores nas costas mais comuns.
Avanços no tratamento e qualidade de vida
O tratamento do mieloma múltiplo evoluiu nas últimas décadas, permitindo que a doença seja controlada como uma condição crônica, com períodos prolongados de controle e boa qualidade de vida para a maioria dos pacientes. As opções incluem quimioterapia, radioterapia, uso de corticóides, transplante autólogo de medula óssea, terapias com anticorpos biespecíficos e terapia com células CAR-T. A escolha do tratamento depende de fatores como idade, presença de comorbidades e risco da doença.



