País enfrenta desafio com avanço da Influenza A e vacinação abaixo do ideal

O Brasil enfrenta um desafio com o avanço da Influenza A, que registrou aumento de 94% nas notificações

O Brasil enfrenta um desafio com o avanço da Influenza A, que registrou aumento de 94% nas notificações de gripe no primeiro trimestre de 2026. A vacinação, principal ferramenta para conter o vírus, ainda está abaixo do ideal, especialmente nos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde.

Avanço da Influenza A e impacto na saúde

Os casos de gripe causados pelo vírus Influenza A aumentaram, com 14,3 mil notificações e 840 mortes no primeiro trimestre. A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Influenza quase dobrou entre janeiro e março em relação ao mesmo período de 2024 (3.584 contra 1.838). O boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado em 16/04, aponta maior incidência e mortalidade em pacientes nos extremos de faixa etária. Os principais agentes responsáveis pelos quadros são rinovírus (41,1%), Influenza A (25,5%), VSR (17,4%), Sars-CoV-2 (10,2%) e Influenza B (1,7%).

Vacinação: principal medida de proteção

A campanha nacional de vacinação contra a gripe foi iniciada em 28/03, com a meta de imunizar cerca de 90% dos grupos prioritários até o fim de maio. Esses grupos incluem crianças de 6 meses a menos de 6 anos, gestantes, puérperas, idosos (60+), profissionais de saúde e educação, indígenas, pessoas em situação de rua, indivíduos com comorbidades e deficiências permanentes, além de caminhoneiros e outras populações com maior risco de adoecimento grave.

Na rede pública, está disponível a vacina trivalente, que protege contra duas cepas de Influenza A e uma de Influenza B. Na rede privada, há a vacina quadrivalente, que inclui duas cepas A e duas B.

Apesar da recomendação da Sociedade Brasileira de Imunização para toda a população, a adesão ainda é baixa, em parte devido à hesitação vacinal e desinformação. A infectologista pediátrica Sylvia Freire, do Sabin Diagnóstico e Saúde, afirma que a baixa percepção do risco da gripe impacta negativamente a adesão às medidas preventivas, incluindo a vacinação. Ela ressalta que idosos, bebês, portadores de doenças crônicas e imunossuprimidos têm maior risco de complicações, como pneumonia, insuficiência respiratória e morte.

Diferença entre gripe e resfriado

A médica destaca que a gripe apresenta início súbito, febre alta, dores no corpo, fraqueza e tosse intensa, enquanto o resfriado tem sintomas mais leves, como dor de garganta, espirros, coriza e tosse leve.

Medidas complementares de prevenção

Além da vacinação, são recomendadas medidas para prevenção de doenças respiratórias: evitar aglomerações, higienizar as mãos com frequência, usar máscaras em caso de sintomas respiratórios e seguir a etiqueta respiratória, cobrindo boca e nariz ao tossir ou espirrar.

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