Escola desenvolve projeto pedagógico com foco no enfrentamento ao racismo e à xenofobia

A EMEI Manuel Soares Neiva, localizada na Vila Dom Pedro I, desenvolve um projeto pedagógico voltado ao enfrentamento

A EMEI Manuel Soares Neiva, localizada na Vila Dom Pedro I, desenvolve um projeto pedagógico voltado ao enfrentamento do racismo e da xenofobia, direcionado às crianças da educação infantil. A iniciativa tem como ponto de partida a chegada dos bonecos Tayó e Akin, personagens das histórias da autora Kiusam de Oliveira, que passam a integrar o cotidiano das turmas ao longo do mês.

De acordo com a coordenadora pedagógica Carolina Ferreti, o objetivo do projeto é “promover entre as crianças o respeito às diferenças, a valorização das identidades e o convívio baseado na empatia e na equidade”. Os bonecos participam de diferentes propostas pedagógicas, como brincadeiras, rodas de conversa e contação de histórias, estimulando reflexões sobre diversidade, pertencimento e respeito.

A interação com os personagens contribui para ampliar a capacidade de expressão das crianças, desenvolver a linguagem oral e incentivar a escuta ativa, além de promover o compartilhamento de experiências pessoais e familiares.

O projeto está alinhado ao Protocolo de Enfrentamento ao Racismo e à Xenofobia, documento que orienta as unidades educacionais da Rede Municipal de Ensino sobre ações e encaminhamentos diante de condutas racistas e xenofóbicas.

A professora Valéria Torrente destaca que o percurso pedagógico contempla o trabalho com identidade e valorização das diferenças, promovendo o reconhecimento positivo e a construção de uma autoimagem fortalecida, especialmente para crianças negras. Ela afirma que “ao apresentar elementos como o cabelo Black Power como símbolo de beleza e potência, contribuímos para a desconstrução de estereótipos e para o enfrentamento do racismo estrutural”.

O projeto também aborda saberes geográficos e históricos, ampliando o repertório das crianças ao apresentar o continente africano de forma contextualizada e diversa. Recursos como mapas e globos são utilizados para introduzir noções de origem e ancestralidade, compreendendo as raízes africanas presentes na cultura brasileira.

Outras linguagens fazem parte das vivências, como música, brincadeiras e culinária. O contato com instrumentos de percussão e ritmos africanos contribui para uma educação das relações étnico-raciais pelo sensível, enquanto atividades culinárias valorizam diferentes culturas e promovem aprendizagens práticas, como medidas e preparo de receitas.

A professora Daniela Maia ressalta que o projeto amplia e qualifica o repertório das crianças ao propor experiências significativas e integradas. Ela afirma que “é um convite para olhar o mundo com sensibilidade e construir relações respeitosas e antirracistas. Em propostas como essa, a aprendizagem ocupa todos os espaços da escola e envolve o corpo inteiro”.

As reações das crianças à chegada dos bonecos têm sido diversas, incluindo espanto, curiosidade e questionamentos, mas com um sentimento predominante: o encantamento. A professora Daniela relata que frases como “Prô, elas são muito lindas” e “Coloca ela sentada aqui do meu lado na roda” evidenciam o vínculo afetivo criado a partir da experiência.

A expectativa da equipe é que, ao longo do projeto, as vivências despertem o olhar curioso e investigativo das crianças, promovendo aprendizagens sobre cultura, modos de vida e formas de ser e conviver.

A iniciativa reafirma o compromisso da unidade com uma educação inclusiva, antirracista e pautada no respeito às diferenças desde a infância.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

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