NOLT – A tendência que redefine o envelhecimento nas redes sociais

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O termo New Older Living Trend (NOLT) tem ganhado força nas redes sociais como um novo conceito sobre o envelhecimento. A expressão, que pode ser traduzida como “nova forma de viver a maturidade”, propõe mostrar como pessoas idosas estão ressignificando a terceira idade com mais autonomia, autenticidade e presença digital. A ideia é quebrar estereótipos e provar que o envelhecimento pode ser vivido de forma ativa e dinâmica, e que a idade é apenas um número. Para isso, pessoas com mais de 60 anos estão utilizando as redes sociais para compartilhar suas rotinas, mostrando viagens, trabalhos, estudos, relacionamentos, exercícios físicos, entre outras atividades.

“A princípio a ideia do NOLT é interessante e surge como uma resposta direta ao etarismo ainda presente na sociedade, especialmente no mercado de trabalho. Ao se mostrarem ativos, produtivos e adaptáveis, essas pessoas ampliam a percepção coletiva sobre o envelhecimento e reforçam a ideia de que a idade, por si só, não define limites”, ressalta a psicóloga Maria Klien.

Por outro lado, o movimento também levanta preocupações ao sugerir uma padronização de como o envelhecimento deve ser vivido, desconsiderando as diferentes realidades e trajetórias individuais. Críticos alertam que esses conteúdos tendem a mostrar apenas rotinas ativas e estilos de vida associados ao bem-estar e à produtividade.

“É importante observar que o processo de envelhecer não é igual para todos. Existem desigualdades sociais, econômicas e de saúde que impactam diretamente essa experiência. Por isso é fundamental refletir como essa pressão por produtividade, por mostrar que está sempre feliz, disposto e saudável pode mascarar a realidade do envelhecimento de algumas pessoas e passar a ideia de que esse processo precisa seguir um padrão idealizado e inalcançável”, alerta a especialista.

“Portanto, embora seja positiva a ideia de mostrar que as pessoas mais velhas ainda podem ser protagonistas das suas histórias, é essencial observar até que ponto essa tendência pode resultar em mais uma pressão estética e emocional, marcada pela exigência de felicidade constante, tão comum nas redes sociais”, conclui a psicóloga.

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