Mulheres dominam 83% da Biomedicina e avançam em pesquisa e gestão

Biomédicas lideram o setor no Brasil, mas buscam reconhecimento salarial e mais espaço na liderança

A Biomedicina no Brasil é um campo predominantemente feminino, com mulheres representando 83% dos profissionais da área, segundo dados do Conselho Federal de Biomedicina (CFBM). De um total de 180 mil biomédicos atuantes no país, cerca de 149 mil são mulheres. Essa tendência é ainda mais forte no Paraná, onde o Conselho Regional de Biomedicina do Paraná 6ª Região (CRBM6) registra 87% de biomédicas entre seus 7.730 inscritos.

Esse cenário reflete a forte conexão histórica das mulheres com o cuidado e a ciência, conforme explica Daiane Pereira Camacho, doutora em Microbiologia e diretora secretária do CFBM. Para ela, “a Biomedicina atrai mulheres com perfil analítico e questionador. Há um forte apelo científico e investigativo, unindo o propósito social ao impacto direto na vida das pessoas através da produção de conhecimento”. Já Jannaina Ferreira de Melo Vasco, doutora em Saúde da Criança e do Adolescente e conselheira do CRBM6, destaca a versatilidade da profissão: “A Biomedicina conecta diagnóstico, prevenção e inovação. É uma área que permite atuar do laboratório à gestão, passando pela docência e pela estética”.

Nos últimos dez anos, as mulheres deixaram de ser apenas maioria numérica para assumir protagonismo técnico e institucional na Biomedicina. Entre as conquistas destacam-se a maior ocupação de cargos de liderança, a consolidação da Biomedicina Estética, que ampliou a autonomia técnica feminina, e o crescimento da presença feminina em centros de pesquisa e publicações acadêmicas.

Apesar desses avanços, desafios persistem. O chamado “teto de vidro” dificulta o acesso das biomédicas aos cargos mais altos da pirâmide corporativa e científica. Daiane e Jannaina apontam como principais obstáculos a equidade salarial, que ainda apresenta discrepâncias em cargos de liderança, a falta de políticas estruturais para conciliar maternidade e carreira, e a necessidade de critérios mais transparentes para promoções em cargos estratégicos.

Para fortalecer a presença feminina na pesquisa científica, as especialistas defendem a ampliação de bolsas, incentivos à iniciação científica e redes de mentoria. “Precisamos de ambientes que não punam a mulher por questões biológicas ou sociais. Ser maioria na base não pode significar ficar de fora do topo”, alerta Jannaina Vasco. Daiane reforça: “A mulher biomédica é hoje protagonista na ciência, no diagnóstico, na pesquisa e na inovação em saúde. Mais do que presença numérica, existe competência técnica, liderança e contribuição científica consolidada. O fortalecimento da profissão passa necessariamente pelo reconhecimento e valorização dessas profissionais”.

O presidente do CRBM6, Thiago Massuda, complementa: “As mulheres são fundamentais na saúde e na Biomedicina. Por isso, merecem todo nosso reconhecimento e apoio”. O CRBM6, autarquia federal com jurisdição no Paraná, reúne biomédicos que atuam em mais de 30 áreas ligadas à saúde, incluindo análises clínicas, genética, microbiologia, estética, saúde pública, entre outras.

Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.

Conceito visual principal: laboratório, ciência, tecnologia, pesquisa, saúde feminina

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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