Menopausa e terapia hormonal. Fazer ou não fazer? E se eu fizer, terei câncer de mama?

A dra. Gabriela Iervolino, médica endocrinologista, titulada pela sociedade brasileira de endocrinologia e metabologia (sbem) também fala sobre os sintomas da menopausa e quando ela ocorre

Infelizmente não há como fugir, uma hora ela chega para todas nós. Estamos falando da menopausa.

A menopausa é o fim da fase reprodutiva da vida da mulher. Ela ocorre entre os 40 e 55 anos. Antes dos 40 é chamada de menopausa precoce e depois dos 50, tardia; na mulher brasileira ela ocorre por volta dos 48 anos. Lembrando que o diagnóstico da menopausa deve ser percebido quando a mulher fica um ano sem menstruar. Os sintomas são mais fortes no primeiro e no segundo ano pós menopausa.

Nós nascemos com uma quantidade pré-determinada de folículos, que são as células do nosso ovário. Quando esse número de folículos acaba aí entra a menopausa. Como o ovário é o órgão em que se produz o hormônio, ao acabar os folículos, ele para de produzir hormônio, deixando as mulheres com essa deficiência – Explica a Dra. Gabriela Iervolino

Os sintomas da menopausa são:

  • Ondas de calor, que ocorrem mais ou menos na região do tórax, com a duração de 2 a 3 minutos em média, mas podendo chegar até 10 minutos. Essas ondas de calor acontecem em períodos do dia, mas na maioria são noturnos.
  • Irritabilidade
  • Ganho de peso e perda de massa muscular
  • Insônia
  • Secura vaginal ou corrimento vaginal, causando dificuldade na relação sexual, incluindo sangramento em alguns casos. Também pode ocorrer infecções urinárias

Terapia Hormonal. Fazer ou Não?

Essa é uma questão muito pessoal e o melhor a ser feito, é ter uma boa conversa com o seu médico. Pergunte a ele todos os pós e os contras e avalie se uma terapia hormonal vale a pena ou não no seu caso, mas no geral, para o uso de hormônio na pós menopausa, o mais indicado é para a paciente que tiver menos de 60 anos, que esteja dentro do período de 5 anos da pós menopausa, e que não tenha nenhuma doença prévia de infarto ou AVC. Aquelas pacientes que tem ou já tiveram algum câncer, que são dependentes de hormônio; seja câncer de mama, de ovário entre outros, além de algumas doenças do rim e do coração. Seja como for, o mais importante é a avaliação profissional conjunta de um médico endocrinologista e ginecologista – orienta a Dra. Gabriela Iervolino

E Se Eu Fizer A Terapia Hormonal, Terei Câncer De Mama?

Caso a pessoa tenha um histórico familiar de câncer de mama, ele só será realmente importante se 3 ou mais parentes de primeiro grau tiverem esse diagnóstico. Agora, se a paciente tiver até dois parentes que tem ou já tiveram câncer de mama, não haverá problema em fazer a terapia hormonal se os outros fatores também forem avaliados. Mas se a paciente não tem câncer de mama e quer fazer a terapia hormonal, não haverá risco do desenvolvimento do câncer de mama nos primeiros 5 a 7 anos de uso da medicação.

Aqui temos uma imagem bem didática abaixo, onde na primeira imagem encontramos o risco de câncer de mama em mulheres sem uso de terapia hormonal pós menopausa (veja que ele é de 3 a cada 1000 mulheres). Na imagem seguinte encontramos o risco de câncer de mama nas mesmas mulheres caso elas usassem terapia hormonal pós menopausa (veja que ele é de 4 a cada 1000 mulheres, ou seja, vemos que o risco aumenta em apenas 0,8%).

 

Para concluir, em relação ao câncer de mama e o uso e terapia hormonal, se for bem avaliado e indicado, os riscos são muito pequenos. Mas deve se ter sempre a orientação e o acompanhamento do médico responsável – adverte a Dra. Gabriela Iervolino.

 

CRÉDITO:

Dra. Gabriela Iervolino é Médica, Endocrinologista formada pela UNIFESP e FMABC, titulada pela SBEM – Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

Endocrinologista Itaim, São Caetano- Dra Gabriela Iervolino


@dra.gabrielaiervolino

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