A importância da alimentação balanceada para quem sofre com deficiência intelectual

Dulciana Ribeiro, responsável pela nutrição do CENSA Betim, instituição que é referência nacional nos cuidados a pessoas com deficiência intelectual, afirma que escolher o cardápio certo e adequado ao estilo de vida ajuda a prevenir doenças, melhora a qualidade de vida e aumenta a longevidade

Ter uma alimentação balanceada é um desafio para a maior parte das pessoas, seja pela rotina, pela falta de conhecimento ou mesmo acesso aos nutrientes necessários. Quando se trata de indivíduos com deficiência intelectual, a situação pode ser ainda mais complexa, pois em sua maioria, esta população não consegue julgar o que é melhor para a sua saúde. Por isso, o trabalho dos profissionais de nutrição é tão importante, como é o caso de Dulciana Ribeiro, nutricionista do CENSA Betim, instituição que é referência nacional nos cuidados a pessoas com deficiência intelectual e que atende mais de 100 educandos.

A nutricionista acredita que uma alimentação balanceada é essencial para que o indivíduo com deficiência intelectual tenha melhor qualidade de vida. “Ao escolher um cardápio certo e adequado ao cotidiano, é possível prevenir doenças, aumentar a longevidade e o bem-estar. Lembro que o acúmulo de gordura, principalmente no abdômen, eleva o risco de doenças cardiovasculares e a alimentação aliada a outras atividades é uma excelente estratégia”, comenta Dulciana Ribeiro.

De acordo com a especialista, o trabalho com pessoas com deficiência intelectual exige mais atenção para que os nutrientes necessários sejam incluídos na alimentação. “Todos temos alimentos que gostamos ou rejeitamos. Isso é normal e quando a pessoa tem autonomia, ela consegue decidir e buscar comidas e bebidas que sejam do seu gosto e que possam contribuir para a sua saúde. Porém, para indivíduos como os nossos educandos, é necessária uma atenção especial, já que, caso ocorra a rejeição por algum tipo de alimento, é preciso buscar alternativas saudáveis que venham suprir a necessidade nutricional desta pessoa. Por isso, é preciso ter atenção e paciência”, indica a nutricionista.

Dulciana Ribeiro salienta que manter os educandos bem nutridos vai além do cardápio. “Nós elencamos os alimentos servidos de acordo com as necessidades nutricionais, com um cardápio variado e muito bem elaborado. Mas há também outros fatores que influenciam na nutrição da pessoa com deficiência intelectual que, para quem não conhece, pode parecer banal, mas é muito importante, como a forma de ofertar o alimento, na temperatura ideal, no tempo que cada educando leva para se alimentar, já que alguns tem voracidade e comem muito rápido e outros têm dificuldade de mastigação. Por isso, ficamos atentos ao aspecto, consistência, temperatura, cor, forma que se apresenta o alimento para o indivíduo e, principalmente o treinamento constante dos cuidadores para que estejam aptos a lidar com as especificidades de cada aluno”, complementa.

A especialista destaca a importância do acompanhamento especializado aos indivíduos com deficiência intelectual. “Uma dieta balanceada é aquela composta de diversos grupos alimentares que deverão ser ingeridos conforme a necessidade de cada um. Por esse motivo, é sempre bom contar com o acompanhamento de um profissional adequado, pois ele vai determinar quais alimentos são mais indicados para cada pessoa e suas limitações, levando em conta seu biotipo, rotina e, outras questões cotidianas. E é justamente isso que faço aqui no CENSA”, finaliza a nutricionista.

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