MindMiners divulga resultado de estudo sobre puerpério realizado com mais de duas mil pessoas

Em palavras o período é definido por 71% das mulheres como amor e dificuldade

A definição de puerpério é o período após o parto até que o organismo da mulher volte às condições normais (pré-gestação), inicia com a saída da placenta e termina com a primeira ovulação, que será seguida de menstruação. Essa é a definição que o Hospital Israelita Albert Einstein dá para o período, já para as mulheres pode ser a parte mais desafiadora de se tornar mãe, são muitas mudanças corporais e psicológicas. Tudo acontecendo ao mesmo tempo e demandando atenção de uma única pessoa: a mãe.

O termo puerpério é recente e com o advento da internet ganhou força, antes a palavra passou despercebida durante anos e ainda é desconhecida para uma parte da população. O estudo, realizado pela MindMiners, empresa de tecnologia especializada em pesquisa digital, revela que apenas 43% dos pais respondentes afirmam não saber o que é, e que é uma fase tranquila, contra 71% das mães, que em palavras definem como amor e dificuldade.

A intensidade do puerpério em relação ao tempo dele passado

O puerpério é tido como mais intenso em mulheres que estão passando por ele, como podemos observar no gráfico acima, a comparação mostra que os pais o definem como menos intenso. Já mães e pais de bebês com mais de 2 anos tecnicamente empatam quando afirmam que o período tem uma intensidade média.

Os melhores momentos do período estão relacionados ao bebê: o colo, o cheirinho, o olhar e a conexão, e os piores estão ligados às dores físicas: cólica, sono e cansaço. Existe um olhar especial para a amamentação, o período reserva a troca e o sacrifício físico, que somente as mães que passaram por isso são capazes de entender.  Os sentimentos relacionados à chegada do bebê são distintos, os homens se sentem mais felizes no período – 67% sentem felicidade, 58% amor e 57% alegria, já 80% das mulheres sentem cansaço, 74% amor e 70% medo.

Falando com a amostra de grávidas das pesquisa os sentimentos entre a gravidez planejada e a não planejada são bem diferentes. O sentimento maior entre as mulheres que planejaram é amor, seguido por ansiedade e felicidade, já as que não planejaram sentem mais ansiedade, cansaço e medo, 56% da amostra.

Entre as gestantes entrevistadas 90% estão se preparando de alguma forma – mães de primeira viagem ou não e 68% das puérperas se prepararam de alguma forma para a chegada do bebê.

Os principais canais acompanhados pelas mulheres que passaram ou estão passando pelo puerpério são Instagram, Youtube e Baby Center. As influenciadoras mais seguidas são Flávia Calina, Bianca Andrade, Lorena Improta, Monica Romeiro e Virginia Fonseca.  É interessante notar que os nomes oscilam de acordo com a fase. Geralmente as mulheres buscam famosas que estejam vivenciando momentos similares, como é o caso da Bianca Andrade, cujo nome aparece com mais frequência no grupo de puérperas do que de grávidas.

maior expectativa de todas as mulheres grávidas é conseguir amamentar, tão ou mais importante que isso, somente criar uma conexão instantânea com o bebê. Entre as mulheres com a gravidez planejada e as que não planejaram, o receio é o mesmo: se sentirem sobrecarregadas. O parto é muito planejado entre as mulheres e de forma geral o parto natural é o mais desejado, entretanto observa-se uma grande amostra que preferem a cesárea. Entre as puérperas que optaram pela cesárea 61% afirmaram que o parto foi como planejado, esse número sobe para 78% no parto normal. No pós-parto imediato 73% das mulheres afirmaram terem tido rede de apoio, esse número varia de acordo com a classe social:

  • Classe A: 84%;
  • Classe B: 74%;
  • Classe C: 69%.

A mãe da puérpera é o destaque da rede de apoio, assim como os companheiros, entretanto apenas 67% das mulheres afirmam terem recebido ajuda deles, contra 84% que afirmam ter desempenhado seu papel. A rede de apoio também é vista como diferencial na depressão pós-parto, problema enfrentado por 2 a cada 10 mulheres entrevistadas, em 60% dos casos as parturientes não possuíam rede de apoio.

O estudo completo aborda também: Parceiros, mudanças, amamentação, vida após o puerpério, e você pode acessá-lo neste link:

A pesquisa quantitativa foi realizada de forma totalmente online por meio da plataforma de human analytics da MindMiners.  amostra ouvida integra a rede social de opinião MeSeems e contou com 4 diferentes perfis de pessoas distribuídas por todo o país:

  • 1.000 puérperas (mães com bebês de até 1 ano);
  • 500 mulheres com filhos (as) de 2 anos ou mais;
  • 300 grávidas;
  • 500 pais.

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