Aprenda a se livrar da autossabotagem

No decorrer da nossa vida, somos expostos a milhares de situações que acarretam em emoções boas ou más. Nesses momentos de conflitos, adversidades, problemas e discussões, sentimentos ruins pairam sobre nós, de modo que pensamentos negativos começam a interferir no nosso modo de viver.

Quando crianças, somos condicionados a adquirir alguns padrões de comportamento que nos protegem de problemas que consideramos perigosos à nossa tranquilidade. Entretanto, quando adultos, esses padrões de proteção não mais nos protegem, mas sim, começam a impedir o nosso crescimento profissional e pessoal.

Chamados de sabotadores, esses padrões fazem permanecermos parados quanto ao crescimento. Não sair da zona de conforto, não buscar melhorias, não inovar, ter medo de começar coisas novas… São algumas das coisas que os nossos sabotadores nos inibem.

Madalena Feliciano, especialista em gestão de pessoas e desenvolvimento humano e também hipnoterapeuta, explica como esses sabotadores podem interferir na nossa vida: “Todo mundo tem sabotadores, e isso é um fato. Eles surgem como padrões de proteção, mas que a longo prazo anulam o nosso desenvolvimento, nos deixando constantemente com medo de avançar ou com problemas para que isso ocorra”. Esclarece Madalena. Mesmo que presente em todas as pessoas, esses padrões variam de situação para situação, de modo a se manifestar de diferentes maneiras.

Às vezes, podemos até confundir os sabotadores com bons sentimentos, como quando achamos que é bom ser bastante crítico consigo mesmo. Esse padrão de comportamento, pode ser identificado em algumas situações, chamadas de gatilhos. Elas geralmente são as que exigem uma tomada de decisão diferente das habituais, por exemplo, os momentos que necessitam da nossa saída da zona de conforto. No nosso crítico, os sabotadores aparecem como pensamentos ruins e pequenas vozes de baixa autoestima na nossa mente.

“Esse ano para mim já era”, “Isso não é para mim”, “Eu não vou conseguir”, são alguns exemplos de como o nosso crítico pode nos colocar para baixo e impedir a nossa desenvoltura. “Esses padrões ruins, desse modo, devem ser eliminados, para que a reprogramação da nossa mente seja feita de modo a elevar a consciência de nós mesmos, a nossa sabedoria e enfraquecer o nosso crítico sabotador.” Diz a especialista em desenvolvimento humano.

De acordo com Madalena Feliciano, para entendermos como o nosso crítico nos coloca para baixo, basta pensarmos que quando pequenos, as crianças não tendem a ficarem desmotivadas por N motivos ou por algum em específico. Ao aparecer para si uma tarefa ou o surgimento de uma oportunidade de brincar, por exemplo, você não vê uma criança se queixar de que está desmotivada para realizar as suas atividades. Elas não se abalam com o seu crítico, pois ele é enfraquecido, ou seja, não se permitem acreditar em vozes, maus pensamentos e sentimentos.

Para então conseguir se livrar do seu crítico e potencializar o seu sábio (parte da nossa mente que comanda os nossos sentimentos e decisões.). Por ele temos empatia, ânimo, compaixão… O sábio está inato a nós, mas pode ser danificado no decorrer dos anos com críticas mal construídas. Quando nos desmotivam, dizem que algo não é para nós, nos colocam para baixo… o crítico é ativado.

Aí surgem sentimentos críticos sabotadores que nos colocam para baixo e nos impedem de realizar coisas novas. Para ativar e potencializar o seu sábio, precisamos compreender que com ele, Madalena Feliciano cita 5 poderes existentes, que são:

Empatia: Pessoas sábias, mesmo com problemas e dificuldades, sempre tendem a se colocar no lugar do próximo. Entender que você não é o centro de tudo e que o outro também é importante para a sua melhoria, é uma das chaves que te eleva como pessoa. O sentimento da empatia é importante, pois te ensina a ouvir mais, aprender mais e conhecer mais.

Explorar: Ser curioso, explorar a si mesmo e o outro, é outro poder que se deve ter para ser uma pessoa sábia. Se conhecer, saber o que acontece dentro de você, aprender com as suas conquistas e com as suas falhas, é algo que precisamos levar em conta, já que nos permite evitar novos erros.

Olhe para o outro com um olhar de curiosidade. Busque entender as razões que fazem a pessoa tomar tais atitudes, sem impor a ela as suas crenças. É importante, desse modo, entender que explorar não está somente relacionado a se auto explorar, mas também conhecer o próximo, entenda que todos tem algo a ensinar.

Inovar: Busque fazer as coisas de formas diferentes. Fuja dos parâmetros tradicionais. Se os seus resultados não estão sendo bons, mude a forma que você faz as coisas. Inove. Busque mudar hábitos destrutivos, mudar atitudes e pensamentos de autossabotagem. Se o caminho não está te levando para próximo do seu objetivo, trace um novo trajeto.

Navegar: Perceba se o caminho que você percorreu na sua vida está alinhado ao seu propósito. Adeque o seu caminho com a sua meta. Faça um planejamento e não ande em círculos. Faça uma conexão com você mesmo. Os seus valores, o seu propósito deve estar alinhado com o caminho que você está traçando. A sua bússola interna deve estar bem posicionada com o seu querer.

Ação: Aja! Entre em ação. Tome atitudes. Não basta somente ter foco, determinação e motivação. Você sempre deve entrar em ação. Sendo parte ativa da sua vida, você não permite mais que aquele padrão negativo de pensamento interfira nas suas atitudes.

Agora que você já sabe como ser uma pessoa mais sábia e conhece os poderes necessários para fortalecer o seu sábio, entenda como se deve agir para enfraquecer o seu crítico:

• Planeje, faça um plano de ação. A partir de hoje, como você quer agir? Faça uma lista de coisas novas que você quer na sua vida. Essas ideias serão mudanças que ocorrerão no seu modo de viver. Não fique na mesmice.

• Seja humilde, aceite as coisas que você precisa. Não imponha necessidades dos outros a você, apenas porque acha que lhe convém. Se auto conheça a ponto de compreender o que melhor cabe na sua vida.

• Aprenda com seus desafios e dificuldades. Esteja consciente com o que você sente: se observe. Perceba as emoções que você sente durante o dia e identifique os momentos que a raiva aparece, a tristeza e trabalhe nisso. Saia do piloto automático.

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