O Tempo

por Nilda Dalcól

Tic tac… tic tac… tic tac… e assim ele vai passando como um relógio com bateria infinita .. frio … insensível … implacável…

Iremos embora e ele permanecerá.

Não temos como fazê-lo retroceder … muito menos como avançar.

E ele segue sua infinda jornada … unindo … erodindo … devastando.

E prossegue solitário.

Às vezes triste (dedução minha), porque quando venta, chove, esfria, neva… parece taciturno, deprimido e assim mantém-se até quando as folhas vermelho/douradas do outono caem … Em outras, parece tranquilo como uma tarde primaveril e irradia felicidades nos dias claros e ensolarados.

Quando a noite desce, ele continua a sua trajetória até a chegada das estrelas, que indolentes, tal e qual ele (o tempo), nem percebem que a lua mudou de fase e vai, irretorquível, a sua “”viagem”” sem fim.

E deste jeito, dias e noites vão e vêm numa indecifrável, latente e perene apatia, e só o sentimos quando, alheios em pensamentos, nos damos conta de que ele “”avançou”” e nos mostrou que o ………perdemos.

Então, não o desperdicemos, com tolices, coisas pequenas e banais, porque ele, misteriosamente, como um relógio vai passando…

tic tac … tic tac … tic tac …

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