Pets também sofrem com doenças oftálmicas – Afina Menina – Um Portal para todas Nós

Pets também sofrem com doenças oftálmicas

Última atualização em julho 11, 2021 às 21:45 pm



Tanto em humanos quanto nos animais, a saúde dos olhos não pode ser deixada de lado. E é por isso que, no mês em que se celebra o Dia Mundial da Saúde Ocular (10/07), a DrogaVET traz o alerta para as principais doenças que acometem os pets. Pioneira na manipulação veterinária no país, a empresa também foi a primeira a investir na criação de um laboratório específico de oftalmologia para animais de estimação, sediado em Curitiba, com capacidade técnica para atender toda a rede e com venda online para todo o Brasil.

Segundo a veterinária consultora da DrogaVET, Ana Letícia Souza, assim como os humanos, os pets também ficam com o olho irritado e podem ser afetados por conjuntivite, ceratoconjuntivite seca, glaucoma, catarata, doenças de pálpebras e cílios e até úlcera de córnea.

“Algumas dessas doenças surgem, principalmente, quando o tempo está seco e são agravadas em razão do ar poluído e poeira dos centros urbanos, outras em função de pré-disposição genética de algumas raças, mas o fato é que se não forem diagnosticadas a tempo e tratadas, podem gerar complicações, prejudicando a saúde dos pets levando-os até à cegueira”, explica.

A ceratoconjuntivite seca, por exemplo, popularmente conhecida como “olho seco”, acomete cães e é caracterizada pela diminuição da produção lacrimal, afetando significativamente a saúde da superfície ocular.

“Apesar de não parecer, o filme lacrimal (lágrima) tem funções importantes para a manutenção da saúde ocular, que vão desde a lubrificação à proteção dos olhos contra corpos estranhos, passando pelo aporte de nutrientes e oxigênio para as células da córnea. Trata-se de uma doença que não tem cura, cujos sinais clínicos são a deficiência da produção de lágrima, a vermelhidão da parte branca do olho (hiperemia conjuntival) e alterações da superfície ocular, como pigmentação e aspecto ressecado do olho”, detalha a profissional.

Após o diagnóstico do médico veterinário especializado em oftalmologia, o tratamento é baseado em um protocolo de acompanhamento para controle da doença.

“Muitas vezes, utilizam-se colírios e pomadas manipuladas com medicações imunomoduladoras. Algumas raças são mais propensas a desenvolvê-la, como: Boxer, Shih Tzu, Lhasa Apso, Pequinês, Pug, Bulldog Inglês, Bulldog Francês, Boston Terrier e também os gatos Persas. Por serem raças braquicefálicas, com os focinhos achatados e os olhos mais expostos, amplia-se a chance de ressecamento ocular. Os cuidados, portanto, de tutores desses pets devem ser redobrados”, comenta Ana Letícia.

Além disso, outros problemas oftalmológicos que podem prejudicar os pets são o glaucoma e a catarata. “O glaucoma ocorre em função do aumento progressivo da pressão intraocular e, na maioria dos casos, é assintomática, ou seja, silenciosa e imperceptível, o que a torna extremamente perigosa, podendo levar à cegueira se não diagnosticada a tempo. Já a catarata, traz um aspecto esbranquiçado no olho, bloqueando parte da visão e, em muitos animais, está associado ao diabetes. Por este motivo, recomenda-se que os tutores levem o pet regularmente às consultas oftálmicas, pelo menos, a cada seis meses, mesmo se estiver tudo bem, exatamente como nós humanos fazemos”, pondera a especialista.

Há ainda, segundo Ana Letícia, a doença das pálpebras e dos cílios, comuns em algumas raças, como o Sharpei, apresentando eversão das pálpebras (entrópio) e causando irritação e lesão mecânica nos olhos, e a úlcera de córnea, desencadeada por diferentes causas, tais como: atrito, trauma direto, secador e shampoo do banho, entre outras, ocasionando lesões em camadas da córnea (epitélio, estroma, descemet ou, ainda, perfuração), gerando um extremo desconforto ao pet. “Além do inchaço e vermelhidão nos olhos, os tutores devem perceber se o pet pisca demasiadamente ou muito rápido, se as pálpebras ficam mais fechadas do que o normal, se há edema e secreção em excesso nos olhos, coceiras, lacrimejamento excessivo, mancha, mudança de cor, tamanho ou formato e intolerância aos ambientes claros”, indica a veterinária.

O diagnóstico precoce das doenças oculares é fundamental para o sucesso do tratamento. “No caso do olho seco, os veterinários podem contar, por exemplo, com os strips para realizar o Teste de Schirmer. “Eles consistem em tiras de papel de filtro graduadas e embaladas em pares e cuja finalidade é avaliar quantitativamente o componente aquoso do filme lacrimal”, detalha Andressa Cris Felisbino, veterinária da DrogaVET. Já no caso da úlcera de córnea, há o teste de fluoresceína, que usa um corante para gerar contraste na área lesionada, deixando-a com uma cor verde fluorescente, viabilizando a identificação da córnea, em regra, transparente.

Para o tratamento das doenças oculares, em geral, há duas formas de apresentação do medicamento oftálmico, em colírio ou em pomada e somente o veterinário do pet poderá indicar a melhor opção conforme o caso.

“Esses medicamentos são indicados para minimizar as inflamações e infecções oculares, além de auxiliarem na remoção das secreções resultantes das doenças, do clima seco, da poluição ou de sujidades presentes nos olhos. Além disso, estimulam a produção de lágrimas melhorando a hidratação e lubrificação do globo ocular”, afirma a profissional, lembrando que as secreções oculares são parte do sistema de defesa do organismo contra infecções e que são produzidas naturalmente para limpeza dos olhos.

“Pets saudáveis possuem pouco acúmulo de secreções, as famosas “remelas”. Quando elas surgem, os animais não conseguem tirá-las sozinhos, sendo primordial a atuação do tutor nessa limpeza, de maneira delicada, utilizando uma gaze ou lenço umedecido com ativos próprios, pois os olhos deles são muito sensíveis ao atrito”, finaliza Andressa.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *