Uso inadequado pode transformar medicamento em veneno, informam especialistas – Afina Menina – Um Portal para todas Nós

Uso inadequado pode transformar medicamento em veneno, informam especialistas

Prestadora de serviço de homecare, Lar e Saúde conta com equipe farmacêutica que acompanha o uso racional de remédios durante o período de tratamento

Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) estimam que, até 2050, as doenças resistentes a medicamentos vão responder pela morte de 10 milhões de pessoas. Ainda de acordo com o levantamento, cerca de 700 mil pessoas morrem anualmente por doenças com essa mesma origem. Desse total, 230 mil mortes têm como causas a tuberculose multirresistente, que é capaz de suportar a ação de diversos medicamentos.

Esse é um dos problemas do uso de remédios de forma inadequada faz com que bactérias e outros micro-organismos se tornem resistentes a medicamentos. Outro problema é o agravamento de doenças. “A medicação tem finalidade terapêutica”, informa Deilane dos Santos Oliveira, farmacêutica da Lar e Saúde, empresa paranaense de homecare. “A má utilização da medicação, para causar um efeito não esperado e trágico, às vezes é um detalhe. Ela deixa de ter um efeito benéfico para ter um efeito deletério, de veneno, caso não seja bem administrada”, explica.

Como exemplo, Deilane cita casos de uso excessivo de vitamina D, algo que surgiu ao longo da pandemia, quando a ciência passou a avaliar a relação entre a deficiência desse pró-hormônio e o aumento do nível de moléculas no organismo que causam infecção – as citocinas, cujo excesso está ligado a problemas pulmonares e ao agravamento do quadro de Covid-19. Em exagero, a vitamina D pode trazer problemas como o aumento de cálcio no intestino e o risco de nível elevado de cálcio no sangue. Os resultados podem ser anorexia, desidratação e até insuficiência renal aguda, com risco de morte.

Uso racional de medicamentos em homecare

 

O atendimento em domicílio exige atenção minuciosa no uso terapêutico da medicação ministrada pelo médico que acompanha o paciente. Na Lar e Saúde, a função fica a cargo da farmácia clínica, setor que deve existir em toda instituição de saúde do país, cujo objetivo é verificar o uso racional da medicação para a segurança do paciente.

A empresa conta com as áreas de farmácia de dispensação de medicamentos, de atenção ao paciente na oferta de remédios, e farmácia clínica, responsável pela vigilância das terapias medicamentosas. O objetivo é ministrar os medicamentos da forma correta e acompanhar se as dosagens e o tempo estipulado para o tratamento estão sendo devidamente observados. Uma farmacêutica clínica faz a revisão de todas as prescrições e o acompanhamento da terapia estabelecida. “Se a gente perceber qualquer alteração que precise de intervenção, a farmacêutica clínica passa então a atuar para fazer a parte do controle da medicação”, detalha Elisa Caroline Oliveira Martin, farmacêutica da Lar e Saúde.

Um tratamento com antibiótico para uma infecção bacteriana pode, por exemplo, causar incômodos ao paciente, já que o medicamento passa pelo estômago e, nessa passagem, causa alteração na mucosa gastrointestinal. É nesse momento que o trabalho pelo uso racional do medicamento na Lar e Saúde passa a atuar. As farmacêuticas vão observar se a medicação e a dosagem estão corretas para o tipo de tratamento, e se o intervalo estabelecido para as doses está sendo observado. “Esse paciente pode ter um efeito por causa do antibiótico”, destaca Deilane. “Então a farmácia clínica pode sugerir ao médico a ministração de um protetor gástrico, por exemplo”.  A profissional pode sugerir ainda a retirada de um medicamento que esteja competindo e retirando o efeito do antibiótico.

As equipes de dispensação e clínica desenvolvem trabalho de análise técnica de todos os medicamentos utilizados pelos pacientes da Lar e Saúde. Essa análise considera o tempo estipulado para o tratamento, a fiscalização do uso dos medicamentos e o acompanhamento do tratamento, com objetivo de ajudar o médico responsável pelo paciente e evitar o descuido que pode levar ao uso de medicamento por um tempo maior ou menor do que o estipulado, além de evitar desperdícios  “Nesse trabalho, consideramos que toda a medicação prescrita precisa de uma justificativa técnica e, ainda assim, verificamos a efetividade terapêutica dela, considerando os riscos assistenciais pelo uso da medicação”, sinaliza Deilane.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *