A importância das vacinas pneumocócicas

A chegada do inverno traz consigo um alerta para o aumento dos casos de doenças respiratórias. Porém, algumas vacinas contribuem para a imunização contra doenças como a pneumonia, por exemplo. Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a vacina pneumocócica conjugada 13-valente previne cerca de 90% das doenças graves (pneumonia, meningite, otite) em crianças.

A enfermeira especialista em vacinação da Clínica Vacinne, Renata Quadros, alerta que depois da infância, as pessoas deixam de se vacinar. “Depois das vacinas infantis, as pessoas esquecem de fazer as imunizações, que são responsáveis por prevenir o contágio e agravamento de inúmeras doenças”, afirma.

A vacina conhecida por Pneumo 13 (VC13) atua em crianças e adultos na proteção contra a pneumonia e doenças invasivas. Há também a Pneumo 23 (pneumocócica 23-valente) que contém 23 sorotipos do pneumococo e abrange 90% dos principais sorotipos causadores das doenças pneumocócicas, protegendo contra pneumonia e infecções respiratórias de repetição. As vacinas se complementam são indicadas tanto para bebês, quanto para adultos, especialmente acima de 50 anos. “Nessa faixa etária, as pessoas ficam mais suscetíveis a essas infecções e precisam manter a carteira de vacinação em dia”, afirma.

Alguns médicos têm recomendado as vacinas pneumocócicas para prevenir casos de pneumonia bacteriana, que podem se somar às complicações causadas pela Covid-19. “A vacina não previne o coronavírus, mas é uma proteção para o organismo para casos graves de doenças responsáveis por pneumonia”, explica Renata. A pneumonia bacteriana está entre as complicações causadas pelo uso prolongado de ventilação mecânica, a famosa intubação, que vem sendo utilizado com frequência em pacientes graves com a COVID-19. Não há uma relação direta entre a doença pneumocócica e a COVID-19.

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