O retoque da abdominoplastia – Afina Menina

O retoque da abdominoplastia

Sobrevivi ao retoque da abdominoplastia, minhas amigas…

Leia ouvindo: Sujeito de sorte 

Eu sou uma pessoa bastante sensível à dor, às vezes, beiro ao exagero, confesso, mas dor é dor, minha gente, e não dá pra brincar com ela…

Meu abdômen havia ficado com sobra de pele e gordura e, dessa forma, precisou ser retocado. A anestesia foi local, e durante todo o procedimento, eu me mantive acordada, divertindo a equipe médica, obviamente, e sendo tranquilizada a todo instante pelo meu cirurgião e sua equipe, que são profissionais fantásticos e seres humanos admiráveis.

Meu umbigo foi diminuído e eu fiz fotos do pedacinho de mim que foi embora, mas não vou postar aqui, né mores? Além disso, fiquei 4 dias com dois drenos exatamente na cicatriz, que é bem no meio do abdômen (minha cirurgia foi em âncora, e eu contei mais sobre ela nesse post aqui).

Enfim… Quase uma semana depois de retirar a sobra e fechar o umbigo, voltei ao médico para tirar os drenos, e não doeu nada, o Faiçal tem mão santa! Desde que fiz o retoque, não havia me olhado no espelho e não consigo passar a mão na cicatriz, para tomar banho, conto com a ajuda do marido. No dia da consulta, essa semana, após tirar os drenos, o cirurgião pediu para me ver sentada (que era quando a sobra ficava mais evidente) e em pé.

De verdade, eu não acreditei quando vi. O calombo havia sumido e, enfim, o meu corpo está tomando forma. (Off-topic: Quando o calombo começou a ficar evidente, lá por abril/maio, eu liguei aos prantos para ele, me sentia deformada).

Não, nunca idealizei um corpo perfeito, porque ele não existe. Já disse aqui nesse post que nunca quis ser daquelas pessoas que saem mostrando tudo na internet e Instagram afora. Para mim, corpo perfeito é aquele que tem uma pessoa feliz dentro dele, e eu não era feliz com o meu, principalmente depois da cirurgia bariátrica.

Quando a gente é obeso, tem “recheio”, mas quando você emagrece, sobra muita pele. Minha barriga me incomodava bastante, era estilo avental. A gordura nas costas era outra coisa que me deixava bastante chateada, sem contar os seios, que olha, o cirurgião fez milagre ali, e agora eu sigo sendo sucesso nos grupos de mastopexia sem prótese no Facebook, porque todo mundo quer ver o meu resultado e ficam embasbacadas de como ficou: perfeito!

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O constrangimento da sobra de pele é muito entristecedor. Você olha uma roupa que fica linda no manequim, mas ao provar, fica horrível em você! E sim, por várias vezes eu tive raiva de mim e do meu corpo. A cirurgia plástica reparadora foi muito mais do que algo estético, está sendo o resgate do amor que eu tinha/tenho por mim e o respeito ao meu corpo.

Tenho roupas lindas, maravilhosas, que nunca usei porque a barriga incomodava demais, porque os seios estavam feios e ficavam horríveis nas roupas (e não, não é exagero).

Vou ficar com cicatrizes no pós? Óbvio que sim! Elas tendem a clarear e ficar quase imperceptíveis, mas como eu disse que meu objetivo não é sair mostrando tudo por aí, hoje eu considero que estou muito melhor do que antes das plásticas.

Ao sair do consultório do médico, que eu AMO de paixão, na nossa despedida, e a gente se trata como se fôssemos amigos de longa data, eu o abracei, mas não consegui dizer tudo o que eu queria… Eu só disse, com a voz embargada: obrigada por ter me feito nascer de novo.

PS: Faiçal Assad Jr., se você estiver lendo esse texto (e sim, você vai ler), saiba que você tirou de mim muito mais do que aquilo que sobrava, e eu espero que com o passar do tempo, eu consiga olhar para mim com mais amor, com mais cuidado…

O que eu fiz com o meu corpo no passado só teve resgate pelas suas mãos, e nisso eu serei eternamente grata. Não tem nada a ver com dinheiro, nem com o quanto eu paguei para fazer esse procedimento. Mas hoje eu sei que eu não poderia ter feito melhor escolha de profissional, porque eu duvido que os que eu consultei anteriormente (e você pode ler sobre eles aqui), fariam o que você tem feito por mim!

Quando a gente tem baixa autoestima, que é o meu caso, mas que tenho lutado para vencer isso, embora ache cada vez mais difícil, é quase impossível se aceitar e acreditar que é bom em algo. A gente alterna momentos de alegria com momentos em que fingimos que está tudo bem, porque a gente não quer a pena dos outros, a autocomiseração, por si só, já basta.

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Tenho tentado melhorar, mas isso não significa que esteja conseguindo… Tenho me cobrado demais, sendo carrasca de mim mesma…
Em breve, quando me sentir preparada, vou falar sobre a minha baixa autoestima… Não, não se surpreenda se você não me vê assim…

Sim, tenho uma visão horrível de mim.
Sou insuficiente, sou ineficaz, não faço nada certo… E essas coisas consomem a gente, cada dia um pouquinho mais, até que não reste nada…

Eu ainda não consigo falar sobre isso abertamente, mas espero que em um novo post, eu consiga dividir com vocês aquilo que eu sinto a respeito de mim mesma… Não tem a ver como a maneira como os outros te veem, porque se isso nunca me incomodou antes, não será agora.

Enfim, o que tenho a dizer é que: fiz o retoque! E que, daqui há seis meses, pode ser que ainda tenha que fazer mais um leve reparo. Sinto dores, ainda, e quando dá uma fisgadinha aqui ou ali, me pergunto como eu tive coragem de passar por isso, mas se tiver que fazer, farei tudo novamente.

Nada é caro quando se trata da gente, quando é investir na gente mesmo.

O meu único conselho é: Quer fazer, precisa, é necessário? Vá atrás, escolha, pesquise, demore o tempo que demorar, mas não desista. O tempo vai passar sim, talvez demore, mas você morre um pouquinho cada vez que desiste de algo que quer.

A gente já sabe o acontece quando desiste, a gente precisa saber o que acontece quando segue em frente!

Obrigada por ter lido até aqui!

Semana que vem, tem mais!

<3

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