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Guia da mamografia: tudo o que você precisa saber

Conheça os tipos, as indicações e os riscos do exame capaz de detectar o câncer de mama em estágio inicial, aumentando suas chances de cura.

Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), o câncer de mama é o mais frequente entre a população feminina, com exceção do câncer de pele não melanoma, correspondendo a 28% dos novos casos de neoplasia todos os anos.

A detecção precoce de um tumor nas mamas aumenta as chances de cura por meio de um tratamento menos agressivo e reduz a mortalidade – e a mamografia é uma das principais formas de fazer o diagnóstico em fase inicial.

O que é e como funciona a mamografia

A mamografia é um exame de imagem que utiliza uma fonte de raios-X para estudar o tecido mamário. Por ser capaz de identificar alterações antes de elas se tornarem palpáveis, ela permite uma intervenção rápida, mais simples e mais eficaz contra um tumor.

Para fazer o exame, a mama é comprimida entre duas placas e recebe um feixe de raios-X. Os raios serão absorvidos de forma diferente conforme a densidade de cada tecido, resultando em um sinal com uma intensidade (brilho) maior ou menor.

Dessa forma, a diferença entre os sinais produzidos pelos raios-X permite a distinção entre diferentes estruturas que compõem o tecido mamário, revelando também alterações como nódulos muito pequenos e ainda imperceptíveis no autoexame.

Tipos de mamografia

Existem dois tipos principais de mamografia: a convencional e a digital. Ambas são feitas com o aparelho de raios-X e necessitam da compressão da mama pelas placas – o que costuma causar certo desconforto para as mulheres.

A diferença entre esses dois tipos de mamografia está na etapa posterior, mais exatamente na tecnologia empregada para traduzir em imagens os sinais produzidos pelos raios que atravessam o tecido.

Na mamografia convencional, os raios chegam até a um filme radiográfico que lembra os filmes fotográficos utilizados há alguns anos, mas em tamanho bem maior. Em seguida, assim como acontecia com as fotos, é preciso revelar o filme.

Todas as informações obtidas são transformadas nas imagens que ficam gravadas no filme, de forma que um problema na revelação ou na conservação desse material pode prejudicar a qualidade do exame e exigir que ele seja refeito.

Na mamografia digital, por sua vez, os raios X que atravessam o tecido mamário são transformados em sinais elétricos. Esses sinais são então transmitidos a um computador, onde são processados em imagens, que podem ser exibidas na tela.

Dessa forma, as imagens radiográficas podem ser ampliadas, permitindo ao radiologista uma análise mais minuciosa de quaisquer alterações. Além disso, existem softwares capazes de ler as imagens e detectar lesões, ampliando as capacidades diagnósticas.

Uma grande vantagem da mamografia digital é que as imagens são armazenadas eletronicamente, de modo que elas podem ser recuperadas com simples back-ups.

Dessa forma, evita-se a necessidade de repetição do exame como na mamografia convencional, reduzindo a exposição das pacientes à radiação ionizante, que, em excesso, aumentam o risco de desenvolvimento de câncer.

Vale destacar, porém, que os estudos mais recentes não apontam vantagens da mamografia digital na capacidade de diagnóstico em relação à convencional, de modo que os exames são equivalentes em sua eficácia.

Indicações da mamografia

A mamografia pode ser solicitada pelo médico antes de uma cirurgia plástica nas mamas, por exemplo, mas a maior parte dos exames é realizada como forma de rastreamento de lesões indicativas de câncer.

Dessa forma, a mamografia costuma ser pedida quando há alguma alteração nas mamas, como nódulos, mudança na cor ou na textura e dor, ou quando outro exame, como a ultrassonografia, indica uma anormalidade.

Além disso, existe a indicação da mamografia de rastreamento para mulheres que não apresentam sintomas. Porém, diferente do que muitas pessoas pensam, esse exame não é indicado antes dos 50 anos, nem deve ser feito anualmente.

Em vez disso, a mamografia para pessoas sem alterações suspeitas é indicada para mulheres de 50 a 69 anos, com frequência bianual, conforme a recomendação do INCA, do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde.

Riscos da mamografia

A indicação de fazer uma mamografia a cada dois anos somente para mulheres de 50 a 69 anos é justificada por algumas desvantagens desse exame, que fazem com que os riscos superem os benefícios nas outras faixas etárias.

Antes dos 50 anos, as mamas são mais firmes e têm uma quantidade de gordura menor, o que as torna mais densas – e isso diminui a capacidade da mamografia de detectar alterações, podendo gerar resultados equivocados que levam a uma falsa segurança.

Já para as mulheres acima dos 70, o principal risco é a detecção de um câncer de crescimento muito lento, que não traria maiores prejuízos. Nesse caso, o diagnóstico acaba sendo uma fonte de ansiedade e, muitas vezes, o tratamento é mais agressivo que o tumor.

Além disso, embora o risco seja pequeno, toda exposição a uma radiação ionizante aumenta as chances de desenvolvimento de um câncer, de forma que se deve evitar uma alta frequência de exames como a mamografia.

Cada caso é um caso

Apesar dessas recomendações, diversos especialistas defendem que a mamografia seja feita anualmente e em idades mais precoces quando existem casos de câncer de mama na família, principalmente em homens ou em mulheres jovens.

Assim, se a mãe de uma paciente tiver desenvolvido um câncer mama aos 45 anos, por exemplo, pode ser recomendável que sua filha faça mamografias anuais a partir dos 35 – isso, porém, depende da avaliação do oncologista ou mastologista.

Mesmo que a mamografia ofereça alguns riscos e seja um exame um tanto incômodo, ela ainda é uma excelente forma de detectar um câncer em fase inicial, o que representa uma chance muito maior de cura.

Além disso, com a possibilidade da telemedicina, que pode entregar um resultado de alta qualidade em poucas horas, diminui-se a ansiedade pela espera do resultado, o que evita muito transtornos na vida da mulher.

Diante disso, o mais importante é manter uma rotina de consultas, seguir as recomendações médicas e fazer o autoexame. Cuide-se!

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