49,3% das PMEs priorizam margem ao reajustar preços
Pesquisa da Serasa Experian ouviu 544 pequenas e médias empresas brasileiras em agosto de 2026.
Preservar a margem de lucro é a principal prioridade de 49,3% das pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras ao reajustar preços, segundo pesquisa da Serasa Experian realizada em agosto de 2026. A manutenção da competitividade foi citada por 22,1% dos negócios, enquanto 17,6% buscam evitar a perda de clientes.
Outros 11% dos participantes afirmaram não atuar com uma estratégia de precificação. O levantamento ouviu 544 PMEs de todo o Brasil que fazem parte da base de clientes da companhia, com predominância de empresas de pequeno porte e dos setores de comércio e serviços.
Margem lidera em empresas de diferentes idades
Entre empresas com seis a dez anos de atuação, 60,5% apontaram a preservação da margem como prioridade ao reajustar valores. O percentual foi de 52,5% nos negócios entre 21 e 30 anos, de 48% entre os que têm de um a cinco anos e de 41,8% nas empresas com 11 a 20 anos.
O recorte por Score PJ também colocou a margem em primeiro lugar em todas as faixas analisadas pela Serasa Experian. Entre empresas com score acima de 851, 57,4% indicaram esse fator; na faixa de 672 a 850, foram 50%. Os percentuais ficaram em 49,3% entre os scores de 145 a 473, 47,6% de 474 a 671 e 45,3% de zero a 144.
Diferenças regionais no reajuste de preços
No Centro-Oeste, 57,1% das PMEs priorizam a margem, seguido pelo Sul, com 55,9%. No Sudeste, o índice é de 47,5%, próximo ao Nordeste, com 47,4%. No Norte, 38,5% citaram a preservação da margem e 34,6% apontaram como prioridade evitar a perda de clientes.
Segundo Julio Lopes, diretor de pequenas e médias empresas da Serasa Experian, a decisão deve considerar custos, margem, posicionamento e comportamento dos clientes. A companhia ressalta que, além dos custos diretamente ligados ao produto ou serviço, despesas como aluguel, sistemas, transporte, marketing e mão de obra entram na formação dos preços.



