Insulina alta não causa câncer diretamente, alertam oncologistas
Especialistas da BP apontam que saúde metabólica, peso e padrão alimentar integram a redução de riscos para alguns tumores.
Níveis elevados de insulina não causam câncer diretamente, mas podem influenciar vias hormonais e processos ligados ao crescimento celular, segundo oncologistas da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. A resistência à insulina é um dos mecanismos estudados na relação entre saúde metabólica e tumores, especialmente os de próstata, mama e endométrio.
O oncologista Fabio Schutz afirma que a obesidade é um fator de risco para diferentes tipos de câncer. Segundo ele, manter um peso saudável, ter uma alimentação equilibrada e praticar atividade física regularmente fazem parte das estratégias de redução de risco. Isso, porém, não elimina a possibilidade de desenvolver a doença.
O câncer reúne centenas de doenças com causas, características e tratamentos próprios. De acordo com o material da BP, envelhecimento, predisposição genética, exposições ambientais e hábitos de vida podem compor esse cenário, e apenas uma parcela dos casos está relacionada a alterações genéticas herdadas.
Alimentação deve ser avaliada como um todo
O consumo frequente de carnes processadas e embutidos, como salsicha, linguiça, bacon e presunto, está associado ao aumento do risco de câncer, segundo a instituição. A orientação é que proteínas animais façam parte de uma dieta variada, com preferência por carnes magras e alternância com fontes vegetais, como feijão, lentilha e grão-de-bico.
A oncologista Andrea Borges, da BP, com ênfase em câncer de mama, destaca que não há um único alimento responsável pelo desenvolvimento da doença nem uma dieta capaz de eliminar completamente o risco. A recomendação também não é excluir açúcar ou carboidratos: a proposta é criar hábitos sustentáveis e adequados às necessidades individuais.
Entre as alternativas citadas estão trocar ultraprocessados por alimentos in natura ou minimamente processados, optar por frutas inteiras no lugar de doces frequentes e priorizar carboidratos integrais, como aveia e pães integrais. A alimentação equilibrada não substitui exames indicados conforme faixa etária e perfil de risco; o rastreamento está ligado ao diagnóstico precoce, não à prevenção.



