Vinhos Ribera del Duero: combinações com feijoada e churrasco
Tintos, brancos e rosés da região espanhola são apresentados como opções para pratos brasileiros, de petiscos a moqueca.
Vinhos da Ribera del Duero, região vitivinícola espanhola, podem acompanhar pratos brasileiros como feijoada, churrasco, pizzas, petiscos e moqueca, segundo o conselho regulador da denominação. A combinação depende do estilo do rótulo: tintos jovens e frutados são indicados para preparações informais, enquanto exemplares mais estruturados podem acompanhar carnes e sabores defumados.
A Ribera del Duero fica ao longo do rio Duero e é conhecida pela uva Tempranillo, chamada localmente de Tinta del País ou Tinto Fino. De acordo com a denominação, a variedade pode originar vinhos jovens, vibrantes e marcados pela fruta, além de exemplares mais complexos, com características da passagem por madeira.
Petiscos, churrasco e feijoada
Para coxinhas, bolinhos de carne, linguiças e outras frituras, a indicação são tintos jovens, com fruta e frescor. Segundo a Ribera del Duero, a acidez desses vinhos ajuda a refrescar o paladar, enquanto o perfil frutado acompanha temperos e a crocância das preparações.
Em um churrasco, tintos de maior estrutura e passagem por madeira podem acompanhar a suculência das carnes e os sabores da brasa. Cortes bovinos mais intensos, afirma a entidade, podem ser combinados a vinhos com taninos presentes e bem integrados, em contraponto à gordura e à textura da carne.
Já a feijoada pode ser servida com tintos de boa acidez e corpo médio, que ajudam a equilibrar a untuosidade do prato sem sobrepor seus sabores. A fruta da Tempranillo é apontada como uma ponte entre o vinho e os elementos da receita.
Pizza, moqueca e opções mais leves
Na pizza, os estilos jovens e frutados são sugeridos para a marguerita. Rótulos mais estruturados podem acompanhar sabores como calabresa, pepperoni, carnes e queijos curados; nesses casos, a acidez contribui para equilibrar a gordura de queijos e embutidos.
A região também produz brancos e rosés. A Albillo Mayor, variedade branca tradicional da denominação, dá origem a vinhos que podem ser frescos e delicados ou ter mais volume e complexidade. Segundo a Ribera del Duero, esses brancos podem acompanhar moquecas, equilibrando a cremosidade do leite de coco e a intensidade do azeite de dendê. Rosés, por sua vez, são apresentados como opções para petiscos, embutidos, saladas e pratos de diferentes texturas e temperos.
Constituída como Denominação de Origem em 1982, a Ribera del Duero reúne atualmente 27.470 hectares de vinhedos, 317 vinícolas e quase 5 mil viticultores, de acordo com a entidade. Mais informações estão no site da Ribera del Duero.



