Como reduzir riscos à saúde dos idosos nas festas
Geriatra Priscila Guerra destaca hidratação, rotina de medicamentos, descanso e prevenção de quedas durante as celebrações.
Festas de fim de ano podem alterar a rotina de idosos e favorecer desidratação, quedas, confusão mental e descompensação de doenças crônicas, segundo a geriatra Priscila Guerra. Para reduzir esses riscos, a especialista orienta familiares a planejar as celebrações considerando hidratação, alimentação, medicamentos, descanso e segurança no ambiente.
A atenção deve ser maior, de acordo com a geriatra, entre pessoas que usam medicamentos contínuos, têm limitações de mobilidade ou convivem com diabetes, hipertensão e demência. Mudanças nos horários de sono, refeições e remédios podem ter consequências importantes, especialmente para idosos mais frágeis.
Hidratação e alimentação pedem atenção no verão
Com o envelhecimento, a percepção de sede pode diminuir. Em dias quentes, a perda de líquidos pelo suor pode favorecer tontura, fraqueza, quedas e alterações do estado mental. Priscila Guerra recomenda não esperar que o idoso peça água e criar uma rotina de oferta de líquidos ao longo do dia, sempre respeitando orientações médicas quando houver condição que exija controle da ingestão.
Nas ceias, alimentos mais salgados, gordurosos e açucarados podem exigir cuidados compatíveis com as condições de saúde de cada pessoa. A geriatra afirma que não é preciso impor restrições excessivas, mas orienta observar possíveis exageros.
Medicamentos, descanso e ambiente seguro
Viagens, festas que avançam pela madrugada e alterações nos horários das refeições podem levar ao esquecimento ou ao uso incorreto de doses. A orientação é ajudar o idoso a manter os horários de medicamentos durante as comemorações.
Ambientes barulhentos, reuniões prolongadas e mudanças de local também podem ser desgastantes. Em pessoas com demência, a quebra de rotina pode aumentar desorientação, ansiedade e agitação. Oferecer um espaço tranquilo, manter referências familiares e permitir pausas para descanso são medidas indicadas pela especialista.
Para prevenir quedas, a recomendação é deixar os caminhos livres, manter boa iluminação, evitar tapetes soltos e considerar calçados firmes e confortáveis. Fios de decoração, móveis fora do lugar, pisos molhados e maior circulação de pessoas podem dificultar a locomoção, sobretudo para quem usa bengalas ou andadores.
Sonolência incomum, confusão mental súbita, fraqueza intensa, desmaios ou dificuldade para respirar exigem avaliação médica, segundo a geriatra. A proposta, afirma Priscila Guerra, é incluir os idosos nas celebrações sem exigir que acompanhem o ritmo dos familiares mais jovens.



