Cinco tratamentos oncológicos tiveram avaliação técnica para o SUS
Hospital Alemão Oswaldo Cruz participou de análises que subsidiaram recomendações sobre medicamentos e tecnologia de suporte anunciados pelo Ministério da Saúde.
O Hospital Alemão Oswaldo Cruz informou que participou da avaliação técnica de cinco medicamentos oncológicos e uma tecnologia de suporte cujas recomendações subsidiaram a ampliação anunciada pelo Ministério da Saúde de nove medicamentos de alta tecnologia no SUS. Segundo a instituição, as análises foram realizadas no âmbito do Proadi-SUS e abrangem seis indicações clínicas.
As recomendações não significam oferta imediata: após a decisão de incorporação, existe um prazo legal para organizar as etapas necessárias à disponibilização da tecnologia no SUS, conforme explica o hospital.
Quais tratamentos foram avaliados
Entre os itens avaliados está o trastuzumabe para adultos com câncer de estômago ou da junção esofagogástrica avançado ou metastático HER2 positivo, sem tratamento prévio para a doença avançada. A estimativa do relatório de avaliação é de cerca de 900 pacientes potencialmente beneficiados por ano.
A lenalidomida em associação com rituximabe foi avaliada para pacientes com linfoma folicular previamente tratado, com estimativa de cerca de 700 pessoas beneficiadas anualmente. Já a abiraterona contempla duas indicações para câncer de próstata metastático: uma para doença resistente à castração, estimada em cerca de 16 mil pacientes por ano, e outra para doença sensível à castração, com potencial de beneficiar cerca de 76 mil pacientes anualmente.
Também foram analisados a alfatirotropina, ou TSH recombinante, para casos específicos de carcinoma diferenciado de tireoide com indicação de iodo radioativo, e o sunitinibe para tumor do estroma gastrointestinal avançado ou metastático após falha com imatinibe. As projeções citadas são de aproximadamente 1.400 e 500 pacientes por ano, respectivamente. O relatório sobre TSH recombinante está disponível na Conitec.
Como funciona a avaliação de tecnologias em saúde
De acordo com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, as Avaliações de Tecnologias em Saúde consideram eficácia, efetividade, segurança, custo-efetividade e impacto orçamentário. Os estudos podem subsidiar decisões de órgãos como a Conitec e também contribuir para a atualização de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas, documentos que orientam diagnóstico e tratamento na rede pública.
Rosa Camila Lucchetta, gerente da Unidade de Avaliação de Tecnologias em Saúde do hospital, afirma que os subsídios científicos buscam apoiar decisões que considerem as necessidades dos pacientes, a equidade no acesso e a sustentabilidade do sistema de saúde.



