Black Friday: 5 cuidados para evitar falhas no atendimento

Projeção da Confi/Neotrust estima R$ 13,3 bilhões no e-commerce brasileiro entre 26 e 29 de novembro de 2026.

Empresas que planejam campanhas para a Black Friday precisam preparar também o atendimento para responder dúvidas, confirmar condições das ofertas e acompanhar pedidos. Segundo projeção da Confi/Neotrust, o comércio eletrônico brasileiro deve movimentar R$ 13,3 bilhões entre 26 e 29 de novembro de 2026, estimativa 20,7% maior que a do mesmo período de 2025.

Uma pesquisa de mercado citada no levantamento aponta que 52,9% dos brasileiros preferem receber ofertas e promoções pelo WhatsApp, enquanto 68,6% apontam o aplicativo como canal preferido para acompanhar pedidos e entregas. Para Vinicius Grecco, gerente de Marketing da IRRAH Tech, demora nas respostas, dados desencontrados e falta de acompanhamento das conversas podem impedir que o interesse gerado pela campanha se converta em venda.

Como preparar o atendimento para a Black Friday

O primeiro passo, segundo Grecco, é revisar mensagens, integrações entre sistemas e regras de encaminhamento das solicitações antes de intensificar as campanhas. A equipe deve ter capacidade para responder à maior procura, e as informações sobre preços, condições comerciais e disponibilidade precisam estar alinhadas em todos os canais.

A fonte recomenda simular situações reais para localizar falhas antes do pico de vendas e evitar, na semana da Black Friday, mudanças estruturais que ainda não tenham sido testadas.

Também é preciso conferir se a oferta divulgada pode ser cumprida. Divergências entre o desconto anunciado, o estoque e as condições exibidas pelos sistemas podem frustrar consumidores e provocar desistências. Marketing, comercial, estoque, tecnologia e atendimento devem trabalhar com informações alinhadas sobre preços, descontos, disponibilidade, pagamento e entrega. “Sempre que possível, os sistemas devem compartilhar dados atualizados, reduzindo a dependência de correções manuais”, afirma o especialista.

IA e acompanhamento de conversas exigem testes

Para a fonte, ativar um agente de inteligência artificial não basta para garantir que ele esteja pronto para um pico de vendas. A ferramenta precisa acessar condições comerciais vigentes, usar informações confiáveis e atualizadas e reconhecer quando uma demanda deve ser encaminhada para uma pessoa.

Grecco recomenda testar toda a sequência, da chegada da dúvida à resolução, incluindo reclamações delicadas, negociações excepcionais e perguntas que não possam ser respondidas com os dados disponíveis.

Outro cuidado é identificar consumidores que demonstraram interesse, mas interromperam a conversa. Eles podem estar esperando uma informação, comparando preços ou enfrentando dificuldades para concluir o pedido. A orientação é verificar em que etapa a interação parou e retomar o contato apenas quando houver uma informação útil a oferecer; se não houver interesse em continuar, insistir pode ter efeito contrário.

Capacidade da operação e pós-venda

Uma campanha pode concentrar milhares de contatos em poucas horas. Por isso, a empresa deve analisar o histórico de contatos e estimar a demanda para o período, considerando acessos simultâneos, dúvidas repetidas sobre a mesma promoção, falhas de conexão e casos que exigem atendimento humano.

A distribuição das solicitações entre automação e equipe precisa ser definida para que demandas complexas sejam encaminhadas e acompanhadas. Depois da compra, esclarecer dúvidas sobre entregas e resolver problemas ajuda a reduzir atritos, segundo a fonte. Os dados da campanha também podem indicar quais ofertas despertaram mais interesse e quais condições tiveram maior peso na decisão de compra.

A projeção de faturamento é da Confi/Neotrust. Os dados sobre preferência pelo WhatsApp foram citados a partir de pesquisa noticiada pelo Meio & Mensagem.

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