Aluguel em Curitiba desacelera, mas procura segue aquecida
Índice FipeZap apontou alta de 6,3% de janeiro a setembro; Secovi registrou maior volume de imóveis disponíveis desde janeiro de 2026.
O reajuste dos aluguéis em Curitiba desacelerou com o aumento da oferta de imóveis residenciais, mas a procura por unidades bem localizadas e com preços mais acessíveis mantém o mercado de locações aquecido. De janeiro a setembro, os valores subiram 6,3%, abaixo da média nacional, segundo o índice FipeZap.
Nos 12 meses anteriores ao levantamento, a alta acumulada foi de 8,9%. De acordo com a fonte, em anos anteriores o índice havia ultrapassado 20% em diversas ocasiões. A JBA Imóveis atribui o cenário atual a uma oferta maior de imóveis e à manutenção da demanda, em um contexto de taxa básica de juros elevada.
Oferta de imóveis e perfil dos contratos
Segundo o Secovi Inteligência, Curitiba registrou em agosto o maior volume de imóveis disponíveis para locação desde janeiro de 2026. No mesmo mês, a Locação Sobre a Oferta (LSO) residencial chegou a 22,4%. O indicador relaciona os imóveis disponíveis aos que foram locados no período.
Dados da Pnad Contínua, do IBGE, citados pela empresa, mostram que 27,5% dos lares de Curitiba eram alugados em 2025. Entre as unidades locadas em agosto, os apartamentos de um dormitório tiveram o maior LSO, de 23,5%, segundo o Secovi Inteligência. Já na carteira da JBA Aluguel, apartamentos de dois dormitórios, com cerca de 45 metros quadrados de área privativa, são os mais procurados.
Centro concentrou contratos em agosto
O Centro liderou as locações residenciais da capital em agosto, com 14,4% dos contratos, conforme o levantamento do Secovi Inteligência. Para Lucas Delagnelo, sócio-diretor da JBA Aluguel, a proximidade de transporte, comércio e serviços pesa na escolha dos imóveis.
Sobre inadimplência, o Índice de Inadimplência de Aluguéis, calculado pela Loft, foi de 5,2% no Paraná em outubro. Na pesquisa do Secovi Inteligência, que considera atrasos superiores a 30 dias, o indicador foi de 0,9% em agosto.



