IA em hospitais depende de sistemas integrados para render

Segundo a Bionexo Tasy, automação de exames externos pode reduzir retrabalho, mas exige dados organizados e validação profissional.

O uso de inteligência artificial em hospitais pode ganhar produtividade quando os sistemas conseguem trocar dados e os processos são integrados, segundo a Bionexo Tasy. Sem essa estrutura, a adoção de novas ferramentas pode acrescentar custo e complexidade à operação, afirma Jeancarlo Luz, diretor executivo da empresa.

Um exemplo citado pela companhia é o processamento de exames realizados fora da instituição. Um hospital que recebe cerca de 3 mil documentos externos por mês pode gastar aproximadamente 300 horas de trabalho apenas com a digitação dos dados. Cada laudo pode demandar de quatro a sete minutos para leitura e inclusão manual no prontuário.

Como a integração pode reduzir tarefas manuais

De acordo com a Bionexo Tasy, quando PDFs e imagens de laudos são processados por inteligência artificial integrada ao sistema hospitalar, as informações podem ser transformadas em dados estruturados. A validação continua sob responsabilidade do profissional, enquanto o tempo antes dedicado à inserção manual pode ser direcionado a outras atividades.

A interoperabilidade permite que uma informação utilizada em uma etapa da operação seja aproveitada nas demais, sem nova digitação. Para Luz, processos com dados desorganizados, plataformas que não se comunicam e registros duplicados limitam o retorno esperado dos investimentos em IA.

“Não adianta investir em IA se os dados estão desorganizados, os sistemas não conversam e os processos continuam fragmentados. Nesse cenário, uma nova tecnologia pode apenas adicionar custo e complexidade. IA sem fundação é custo. Com interoperabilidade, é produtividade”, afirma o executivo.

Dados da plataforma citados pela empresa

A Bionexo Tasy informa que seu ambiente OpenAPI conecta o sistema de gestão hospitalar a outras tecnologias sem exigir, necessariamente, a substituição das soluções já usadas pelas instituições. Segundo a empresa, mais de 750 desenvolvedores utilizam o ambiente, que reúne mais de 320 possibilidades públicas de integração em mais de 22 módulos.

A companhia também afirma que essas conexões movimentam mais de 5 milhões de trocas de informações por mês e viabilizam mais de 700 mil consultas agendadas mensalmente. No sistema Tasy, a IA pode apoiar registros de consultas, prescrições, elaboração de registros clínicos por texto ou voz, interpretação de documentos e estruturação de informações; as decisões relacionadas ao paciente permanecem com os profissionais.

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