Cuidados paliativos não se limitam ao fim da vida
Oncologista Ricardo Caponero discutirá comunicação terapêutica em sessão do Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica, no Rio.
Cuidados paliativos não se restringem ao fim da vida: segundo o oncologista Ricardo Caponero, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a abordagem busca oferecer a melhor qualidade de vida possível pelo tempo necessário a pessoas com doenças que ameaçam a continuidade da vida e a seus familiares.
O médico será debatedor da sessão “Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo” no XXVII Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica, promovido pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC). O encontro ocorre de 5 a 7 de novembro de 2026, no Rio de Janeiro. A participação de Caponero está marcada para 5 de novembro, a partir das 8h.
Na sessão, ele falará sobre comunicação terapêutica baseada em evidências e seu impacto em adesão, qualidade de vida e desfechos clínicos no contexto dos cuidados paliativos.
O que são cuidados paliativos
De acordo com a definição da Organização Mundial da Saúde citada no material, cuidados paliativos, ou paliativismo, são uma abordagem ou tratamento voltado a melhorar a qualidade de vida de pacientes e familiares diante de doenças que ameaçam a continuidade da vida.
“O objetivo dos cuidados paliativos é proporcionar a melhor qualidade de vida possível pelo tempo que for necessário”, afirma Caponero. Para ele, associar esse cuidado exclusivamente ao fim da vida é uma crença que precisa ser desmistificada, pois pessoas podem conviver por muitos anos com diferentes doenças incuráveis.
Equipe e suporte a pacientes e famílias
Segundo o oncologista, a introdução dos cuidados paliativos no tratamento não significa necessariamente que a pessoa esteja no fim da vida. A assistência pode envolver uma equipe multiassistencial, com médicos, enfermeiros, psicólogos, farmacêuticos, nutricionistas, assistentes sociais e capelães, além de técnicas como acupuntura e meditação.
A composição da equipe depende do que é oferecido pelo programa de cuidados paliativos da instituição, do estágio da doença e das demandas do paciente e da família. O Hospital Alemão Oswaldo Cruz informa manter uma equipe multidisciplinar para pessoas com outras doenças graves, com foco no controle de sintomas físicos e no suporte psicológico e emocional a pacientes e familiares.



