Ataque em Dnipro força transferência de pacientes de hospital

Unidade que atendia quase 100 pessoas foi danificada em 3 de novembro; Médicos Sem Fronteiras evacuou dois pacientes em ambulâncias.

Um ataque das forças russas a Dnipro, na Ucrânia, em 3 de novembro, danificou um hospital que atendia quase 100 pacientes e forçou a transferência das pessoas internadas para outras unidades médicas. Segundo relatos citados por Médicos Sem Fronteiras (MSF), o bombardeio deixou pelo menos duas pessoas mortas e outras 20 feridas na cidade.

Além do hospital, o ataque atingiu prédios residenciais, uma usina termelétrica e um centro de atenção primária à saúde. A unidade hospitalar oferecia serviços cirúrgicos, terapêuticos e cuidados paliativos a moradores de Dnipro e a pessoas deslocadas de cidades e vilarejos do leste da Ucrânia.

A MSF evacuou dois pacientes em ambulâncias para garantir a continuidade do tratamento. De acordo com Yuliia Omelchuk, paramédica da organização, havia pessoas com deficiência e vítimas de bombardeios anteriores no local. Ela relatou que janelas e portas foram destruídas e que havia vidro quebrado por toda parte.

Um dos pacientes transferidos foi Roman, de 39 anos, internado havia um mês com fratura no fêmur e com a perna esquerda imobilizada por um fixador externo. Segundo seu relato à MSF, uma explosão estilhaçou janelas da enfermaria, e uma porta arrancada caiu sobre ele, causando uma fratura no pé da outra perna.

Serviços de saúde sob ataque

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 3.400 ataques contra serviços de saúde na Ucrânia haviam sido verificados desde o início da invasão em larga escala até 3 de novembro de 2026. Somente naquele ano, a organização registrou 590 ataques ao sistema de saúde, com mais de 250 vítimas, incluindo 31 mortes.

Entre 2022 e 2025, equipes da MSF presenciaram ou responderam a mais de 20 ataques contra hospitais. Robin Meldrum, coordenador da organização na Ucrânia, afirmou que ataques a instalações médicas representam um risco constante para a população que vive sob ameaças diárias de mísseis e drones.

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