Lasers para cicatrizes: ablativo e não ablativo têm usos diferentes
Tecnologias fracionadas podem combinar comprimentos de onda, mas indicação e recuperação variam conforme a pele e a marca tratada.
Lasers ablativos e não ablativos têm formas diferentes de agir sobre a pele e, por isso, podem ser indicados para marcas com características distintas. Segundo o material divulgado pela BeautySystems, tecnologias fracionadas distribuem a energia em pequenas áreas, preservando parte do tecido ao redor durante o procedimento.
A escolha para cicatrizes de acne, estrias e outras marcas não depende apenas da profundidade. Cremes, peelings químicos, microagulhamento e lasers podem integrar o tratamento conforme o tipo de cicatriz, as características da pele e o resultado buscado. Em cicatrizes de acne, por exemplo, pode haver ao mesmo tempo depressões, mudanças de textura e alterações de pigmentação.
O que muda entre os tipos de laser
O laser ablativo promove uma remoção controlada de parte da pele tratada e desencadeia um processo de regeneração. Já o não ablativo aquece camadas mais profundas sem remover a superfície da mesma forma, buscando estimular alterações no tecido e a produção de colágeno.
Essa diferença também afeta a recuperação. Procedimentos ablativos costumam provocar reação mais intensa, com vermelhidão, inchaço e descamação. Os não ablativos tendem a causar menor agressão superficial, embora possam demandar mais de uma sessão, de acordo com o material.
Produtos tópicos também podem ser usados em alterações mais superficiais ou em etapas de preparação e manutenção. O texto cita retinoides e ácido salicílico para cicatrizes de acne mais leves, mas ressalta que eles têm limitações diante de cicatrizes profundas. Peelings químicos, por sua vez, promovem renovação controlada das camadas superficiais; a intensidade e o número de sessões variam conforme o produto, a concentração e a indicação profissional.
Combinação de comprimentos de onda
Plataformas que reúnem mais de um comprimento de onda buscam ampliar a possibilidade de ajuste do procedimento. O Youlaser MT, citado pela empresa, combina um laser de CO₂ de 10.600 nanômetros, de característica ablativa, e um de 1.540 nanômetros, não ablativo. Segundo a BeautySystems, as tecnologias podem ser usadas de modo independente, sequencial ou combinado, conforme a alteração tratada.
Rogério Marques, dentista e biomédico da BeautySystems, afirma que parâmetros como duração do pulso, densidade, profundidade e distribuição dos pontos ajudam a adaptar a aplicação à região tratada. Ele acrescenta que calibração e manutenção preventiva são necessárias para que a energia programada corresponda à energia entregue pelo equipamento; falhas podem comprometer o resultado ou elevar o risco de eventos adversos, como queimaduras e alterações de pigmentação.
De acordo com a fonte, a segurança também envolve a regularização da tecnologia, a manutenção do aparelho e a qualificação do profissional responsável.


