Conforto em casa ganha peso na escolha de móveis, aponta IKEA
Relatório de 2026 indica que 86% consideram o conforto importante no lar, mas 66% dizem estar satisfeitos com ele regularmente.
O conforto em casa passou a influenciar a forma de usar os ambientes e de escolher móveis, segundo o Life at Home Report 2026, da IKEA. Realizado em diferentes países, o levantamento aponta que 86% dos participantes consideram o conforto importante dentro de casa, enquanto 66% afirmam estar satisfeitos com ele regularmente.
De acordo com o estudo, ter um lar organizado e passar tempo com pessoas queridas são os principais fatores associados a essa percepção de conforto: ambos foram mencionados por 43% dos entrevistados. Além disso, 56% disseram desejar uma casa que permita relaxar e desacelerar.
Para Daniela Costa, CEO da Homedock, psicóloga e especialista na psicologia do morar, a mudança aparece nas perguntas feitas antes de comprar uma peça. “Antes, a decisão começava por questões como cor, acabamento e combinação com os outros móveis. Isso continua existindo, mas hoje aparece outra pergunta com muito mais frequência: ‘como eu quero usar esse espaço?’”, afirma.
Segundo a executiva, quando o uso do ambiente vem antes da escolha, uma mesa pode deixar de ser apenas um item da sala de jantar e participar de diferentes situações ao longo do dia. Ela também relaciona funcionalidade a aspectos como circulação, proporções adequadas, organização e capacidade de o móvel continuar útil quando um cômodo ganha outra função.
Varejo de móveis online tem crescimento projetado
As transformações no uso da casa ocorrem em um mercado com projeções de expansão. Estimativas da Mordor Intelligence indicam que o mercado brasileiro de móveis deve movimentar US$ 16,15 bilhões em 2026 e pode alcançar US$ 19,74 bilhões até 2031, com crescimento médio anual projetado de 4,1%.
O levantamento também projeta alta anual de 7,36% nos canais de venda online do varejo moveleiro no mesmo período. Para Costa, os ambientes tendem a ser revistos conforme surgem necessidades como trabalho em casa, mudança de endereço, chegada de um filho ou novas formas de receber amigos, sem que tudo precise ser substituído.



