Adesivo com células-tronco é estudado após infarto

Teste em porcos avaliou um implante cirúrgico sobre a área lesionada; ainda não se sabe se os resultados se repetem em pessoas.

Um adesivo com células-tronco aplicado cirurgicamente sobre a área do coração atingida por um infarto ajudou a recuperar parte da capacidade de bombear sangue em testes com porcos. Segundo material sobre pesquisa apresentada pela Mayo Clinic, após três meses algumas medidas de funcionamento ficaram próximas às de um coração saudável.

A tecnologia ainda é experimental e não está disponível como tratamento para pacientes. De acordo com o material, será necessário investigar se o benefício pode se repetir em pessoas e quais são os riscos do procedimento.

Como o adesivo foi usado no estudo

O implante é feito com células cultivadas em laboratório e foi colocado sobre a região lesionada. Após um infarto, a morte de células do músculo cardíaco pode deixar uma cicatriz que não bombeia como o tecido original, segundo a fonte.

O estudo foi apresentado em uma sessão da Sociedade Internacional para Pesquisa com Células-Tronco (ISSCR). Conforme o médico Guilherme Storch, especialista em Medicina de Família, a proposta é auxiliar a regeneração do local infartado e reduzir a perda de função do órgão.

Segundo Storch, as células liberam conteúdo que favorece a regeneração e a formação de vasos sanguíneos na região. Esse mecanismo é chamado de efeito parácrino: as células atuariam como doadoras de material e não precisariam permanecer para sempre no coração.

Resultados não indicam recuperação completa

O resultado observado nos animais não significa recuperação completa do coração, mas sugere a possibilidade de devolver parte da função perdida, de acordo com o material divulgado. A pesquisa deverá avançar antes que se possa avaliar sua aplicação em seres humanos.

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