Como o teste da Apollo 4 ajudou a preparar a ida à Lua
Missão sem astronautas, em 1967, testou o Saturn V e o retorno da cápsula; exposição em SC reúne itens da NASA.
O voo da Apollo 4, realizado em novembro de 1967 sem astronautas, testou o foguete Saturn V e as condições de retorno à Terra que seriam necessárias em uma viagem à Lua. Segundo o Space Adventure, em Balneário Camboriú (SC), a cápsula alcançou cerca de 40 mil quilômetros por hora e enfrentou temperaturas próximas de 2.760 °C durante a reentrada na atmosfera.
Com 110 metros de altura, o Saturn V usava três estágios que eram descartados à medida que consumiam combustível. De acordo com as informações divulgadas pelo espaço, o primeiro estágio se separou cerca de dois minutos e meio após a decolagem, a 64 quilômetros de altitude. O segundo manteve a propulsão por mais seis minutos e se separou a aproximadamente 193 quilômetros da Terra.
Depois de duas voltas ao redor do planeta, a etapa final do foguete foi acionada novamente para simular o impulso de uma viagem lunar. Já separada do foguete, a cápsula retornou protegida por um escudo térmico. Paraquedas reduziram sua velocidade antes da queda no Oceano Pacífico, onde foi recuperada. A operação durou aproximadamente oito horas e meia.
Segundo o Space Adventure, o resultado confirmou o funcionamento do Saturn V e a resistência da nave às condições de retorno lunar. Em julho de 1969, o mesmo modelo de foguete foi usado na Apollo 11, missão que levou Neil Armstrong e Buzz Aldrin à superfície da Lua, enquanto Michael Collins permaneceu em órbita.
Réplica e acervo em Balneário Camboriú
O Space Adventure mantém uma reprodução de 40 metros do Saturn V em sua fachada, em Balneário Camboriú. O local informa reunir mais de 300 itens originais da NASA, além de simuladores e réplicas relacionadas aos programas Mercury, Gemini e Apollo. A atração também abriga o NAVE, laboratório interativo de educação aeroespacial voltado a atividades com foguetes movidos por ar comprimido.



