Cinco tendências da SPFW N61 para levar ao guarda-roupa

Diretora criativa da Lustic aponta alfaiataria desconstruída, transparências, estética urbana, volumes e artesanato entre os destaques.

A SPFW N61 trouxe propostas que vão da alfaiataria desconstruída aos volumes esculturais. Para Cris Lidório, fundadora e diretora criativa da marca de calçados Lustic, as referências vistas nas passarelas podem inspirar o guarda-roupa sem se tornarem regras: a interpretação individual é o que constrói um estilo autêntico.

Segundo a especialista, acessórios, especialmente os sapatos, podem mudar a leitura de uma produção. Entre os movimentos destacados por ela estão cinco caminhos para experimentar combinações, materiais e proporções.

Alfaiataria, transparências e estética urbana

A alfaiataria desconstruída apareceu com volumes inesperados, estruturas reveladas e novas formas para peças formais, como na apresentação de João Pimenta, de acordo com o material. Cris sugere combinar blazers de proporções diferentes, itens assimétricos e peças formais com casuais; calçados de linhas marcantes ou design arquitetônico podem acompanhar a proposta.

As transparências também foram exploradas em camadas e texturas. Na coleção da Hisha, tecidos transparentes, corsets e pedrarias compuseram uma estética de sensualidade e elaboração visual. Para o uso cotidiano, a diretora criativa cita transparência localizada, sobreposições e detalhes que deixam a pele à mostra, em contraste com modelagens estruturadas.

Outra referência foi a estética urbana com elementos associados ao punk e ao universo gótico. A coleção de Dario Mittmann, em colaboração com Mauricio de Sousa Produções e Panini, reuniu referências da Turma da Mônica, couro e correntes. Jaquetas de couro, metais, fivelas, botas e sapatos com detalhes metálicos são possibilidades apontadas por Cris para incorporar esse repertório.

Volumes e atenção aos detalhes

Volumes amplos e formas esculturais também marcaram a temporada. A Handred apresentou proporções amplas e tecidos transparentes em diálogo com referências japonesas, enquanto a Martins combinou materiais e acessórios de impacto. Segundo Cris, equilibrar uma peça volumosa com elementos mais ajustados cria contrastes na silhueta; solados robustos, formatos esculturais e linhas marcantes podem sustentar visualmente a composição.

Por fim, a especialista destaca o interesse por artesanato, texturas e acabamentos. Aplicações, superfícies diferenciadas, recortes elaborados e atenção à execução são formas de levar essa valorização dos detalhes ao vestuário e aos acessórios. Para ela, um sapato de desenho marcante, uma textura diferente ou um detalhe bem escolhido pode atualizar itens que já estão no armário.

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