Hábitos cotidianos entram na prevenção do câncer de mama
Estimativa do INCA para 2026 prevê 78.610 novos casos no Brasil; peso corporal, atividade física e álcool são fatores acompanhados.
O Brasil deve registrar 78.610 novos casos de câncer de mama em 2026, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Além de consultas, mamografia e investigação médica, a prevenção inclui o acompanhamento de fatores associados ao risco, como excesso de gordura corporal, inatividade física e consumo de álcool.
O médico Lucas Rezende, da clínica ARC Health Place, em São Paulo, afirma que a avaliação precisa considerar o histórico de cada mulher. Segundo ele, o acompanhamento metabólico pode somar esforços ao cuidado ginecológico e mastológico, mas o câncer de mama envolve múltiplos fatores.
Peso corporal é associado ao risco após a menopausa
Em orientação atualizada em janeiro de 2026, o INCA relaciona sobrepeso, obesidade e ganho de peso na vida adulta ao câncer de mama após a menopausa. A instituição cita, entre os mecanismos ligados ao excesso de gordura corporal, a inflamação persistente e níveis elevados de estrogênio e insulina, hormônio que regula a glicose no sangue.
Para Rezende, peso e composição corporal, que reúne as quantidades de gordura e massa muscular, devem ser analisados junto das condições clínicas e da rotina da paciente. Ele ressalta que o peso não explica sozinho o desenvolvimento de um tumor e que o tratamento da obesidade, quando indicado, deve ser individualizado.
Atividade física e álcool também são considerados
Em publicação de outubro de 2026, o Conselho Federal de Enfermagem aponta a prática de atividade física, o controle do peso e a redução do consumo de bebidas alcoólicas como medidas associadas à redução do risco de câncer de mama. A Organização Mundial da Saúde também inclui o álcool entre os fatores que aumentam o risco da doença.
De acordo com a OMS, idade e histórico familiar e reprodutivo também influenciam o risco, e a maioria das mulheres diagnosticadas não tem histórico familiar conhecido. A entidade orienta procurar atendimento diante de nódulos, alterações na pele ou no formato da mama e secreção anormal pelo mamilo. Hábitos saudáveis não dispensam consultas, exames nem o rastreamento indicado para pessoas sem sintomas.



