Como escolher o tom de base: teste no pescoço e subtom
Maquiadora Victória Guarita recomenda comparar duas ou três opções próximas sob luz natural e esperar a base acomodar na pele.
Para escolher o tom de base, vale observar o subtom da pele e testar o produto na região do pescoço, em vez de considerar apenas a cor do rosto. A orientação é da maquiadora Victória Guarita, treinadora e integrante da área de Desenvolvimento de Produtos da Ruby Rose.
Segundo a profissional, o tom se refere à profundidade da cor da pele, que pode variar entre clara, média e escura. Já o subtom diz respeito às nuances que influenciam sua aparência e costuma ser classificado como quente, frio ou neutro. Duas bases de intensidade parecida podem, assim, ter resultados diferentes depois da aplicação.
“É comum encontrar uma base que parece ter a intensidade de cor correta, mas que, ao ser aplicada, fica muito amarelada ou rosada. Isso acontece porque não basta observar se a tonalidade é clara ou escura. Também precisamos considerar o subtom para que o produto se integre melhor à coloração natural da pele”, explica Victória.
Compare opções sob luz natural
A recomendação é aplicar pequenas quantidades de duas ou três tonalidades próximas no pescoço e compará-las, preferencialmente sob luz natural. A cor escolhida deve criar continuidade entre rosto e pescoço, sem uma diferença perceptível entre as regiões.
A maquiadora também aconselha esperar alguns minutos antes de decidir. De acordo com ela, algumas fórmulas podem sofrer pequenas alterações de aparência enquanto secam e se acomodam na pele, o que torna a avaliação imediata menos precisa.
Textura e acabamento influenciam o resultado
Textura, cobertura e acabamento também entram na escolha, conforme Victória. Bases leves e construíveis permitem adaptar a intensidade, enquanto acabamentos diferentes modificam a percepção visual da maquiagem. Para o dia a dia, ela cita que texturas finas e acabamento natural podem ajudar a construir uma pele uniforme sem aparência excessivamente carregada.
Base, corretivo e pó devem ser considerados em conjunto. “O corretivo pode ter uma função específica, como iluminar determinadas áreas, mas é importante considerar como ele se relaciona com a base. O mesmo vale para o pó, que deve complementar o acabamento sem provocar uma diferença indesejada de tonalidade”, afirma.
A Ruby Rose apresenta a linha Classic, desenvolvida na França, com base líquida em 34 tonalidades e corretivo em 26 tons. Segundo a empresa, a base tem cobertura leve e construível, textura fina e acabamento semi-matte; a coleção inclui ainda 14 tonalidades de pó compacto e 18 opções de blush.



