Temporada de cruzeiros terá 24% mais oferta no Brasil
Operação 2026/2027 prevê oito navios, 187 roteiros e mais de 831 mil leitos até abril de 2027, segundo o Ministério de Portos e Aeroportos.
A temporada brasileira de cruzeiros 2026/2027, iniciada em outubro, terá oferta 24% superior à do ciclo anterior, segundo dados divulgados pelo Ministério de Portos e Aeroportos. A operação prevê oito navios regulares, 187 roteiros, 675 escalas e mais de 831 mil leitos até abril de 2027.
Os embarques e desembarques estão previstos para portos como Santos, Rio de Janeiro, Salvador, Maceió, Itajaí, Balneário Camboriú e Paranaguá. Entre os destinos dos itinerários estão Búzios, Angra dos Reis, Ilhabela, Recife e Ilhéus, além de Buenos Aires, Montevidéu e Punta del Este.
Na temporada 2025/2026, os cruzeiros de cabotagem e os navios internacionais de longo curso movimentaram R$ 4,76 bilhões na economia brasileira, de acordo com a fonte. O impacto alcançou hospedagem, alimentação, transporte, comércio e serviços turísticos.
O que avaliar antes de reservar um cruzeiro
O cruzeiro reúne deslocamento, hospedagem, alimentação e entretenimento em uma mesma viagem. Enquanto as pessoas dormem, o navio pode seguir para a próxima parada, sem a necessidade de trocar de hotel ou fazer novos check-ins ao longo do roteiro.
O preço, porém, não deve ser o único critério de comparação. A duração da viagem, as cidades visitadas, o perfil do navio e as atividades incluídas ajudam a definir a escolha. Algumas embarcações priorizam áreas de lazer, programação familiar e espetáculos; outras têm menor capacidade e foco maior nos destinos.
Hospedagem, refeições principais e parte do entretenimento costumam integrar a tarifa, mas bebidas, internet, restaurantes especializados, spa, excursões e algumas atividades podem ser cobrados à parte, conforme a companhia e o pacote. Também é importante verificar taxas portuárias, eventuais gratuidades e regras de cancelamento.
Bagagem, documentos e horários das escalas
As companhias adotam regras próprias para bagagens e podem restringir objetos, alimentos, bebidas e equipamentos elétricos. Itens com resistência de aquecimento, freios, velas e substâncias inflamáveis recebem atenção especial. Cigarros, pods e outros dispositivos pessoais também podem estar sujeitos às normas de transporte e uso a bordo.
Medicamentos, documentos, objetos de valor e uma troca de roupa devem ficar na bagagem de mão, pois as malas maiores podem demorar a chegar à cabine após o embarque. Em roteiros internacionais, é preciso conferir a documentação exigida em cada destino, mesmo quando a saída ocorre de um porto brasileiro.
Nas escalas, cada passageiro recebe um horário-limite para retornar ao navio. Antes de escolher um passeio, vale considerar o tempo disponível e o deslocamento entre o porto e a atração; excursões independentes oferecem mais flexibilidade, mas exigem planejamento adicional.



