Com agentes de IA, profissionais passam a supervisionar decisões
Estudos citados pela Multimarcas Consórcios apontam que análise, definição de critérios e responsabilidade final ganham espaço no trabalho.
Com a adoção de agentes de inteligência artificial capazes de executar etapas de processos, profissionais tendem a concentrar mais tempo em análise, supervisão e tomada de decisões. A mudança também exige que empresas revejam processos e preparem suas equipes para definir objetivos, avaliar resultados e assumir a responsabilidade final.
Agentes de IA são sistemas que podem realizar tarefas com determinado grau de autonomia, como analisar informações, acompanhar fluxos, gerar conteúdos, fazer verificações e emitir alertas. Segundo material divulgado pela Multimarcas Consórcios, a automação de atividades repetitivas pode deslocar o trabalho humano para a definição de parâmetros, interpretação de resultados e identificação de inconsistências.
Treinar e gerir agentes de IA entra no horizonte das equipes
De acordo com levantamento da Microsoft realizado em 2025 com 31 mil trabalhadores de 31 países, 41% dos líderes esperavam que suas equipes passassem a treinar agentes de IA nos cinco anos seguintes. Outros 36% previam que funcionários também assumiriam a gestão desses agentes.
O Work Trend Index 2026, também da Microsoft, ouviu 20 mil trabalhadores que usam IA em dez países e analisou trilhões de sinais de produtividade do Microsoft 365. Segundo a empresa, à medida que agentes assumem a execução de tarefas, os profissionais passam a direcionar o trabalho, tomar decisões e responder pelos resultados.
Para Paulo Furiati, gerente de Tecnologia da Multimarcas Consórcios, o principal efeito não é apenas a economia de tempo. “Existe a possibilidade de deslocar o profissional para uma atuação em que sua capacidade de análise, interpretação, criatividade e tomada de decisão tenha mais peso”, afirma.
Automatizar tarefas não equivale a eliminar empregos
Uma pesquisa da McKinsey publicada em 2025, citada no material, estima que tecnologias já disponíveis poderiam, em teoria, automatizar atividades correspondentes a mais da metade das horas trabalhadas nos Estados Unidos. O estudo ressalva que isso não significa eliminar metade dos empregos, mas alterar parte das atividades que compõem as ocupações.
Segundo a análise, mais de 70% das competências procuradas por empregadores são relevantes tanto para atividades automatizáveis quanto para as que não podem ser automatizadas. Entre as capacidades que ganham importância estão formular problemas, estabelecer critérios de qualidade, avaliar respostas da IA e decidir quando uma decisão precisa permanecer sob responsabilidade humana.
Na Multimarcas Consórcios, agentes de IA estão em desenvolvimento para fluxos repetitivos em áreas como marketing, gestão de grupos e faturamento. A empresa informa que a tecnologia é usada em comunicações recorrentes e que os projetos também envolvem checagem de dados, acompanhamento de fluxos e alertas.
O Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, estima que transformações estruturais podem criar 170 milhões de postos e deslocar 92 milhões até 2030, em um saldo líquido positivo de 78 milhões de empregos. O relatório também aponta pensamento analítico, criatividade e colaboração entre as competências relevantes para o futuro do trabalho.



