PSA alterado não confirma câncer de próstata, explica urologista
Exame de sangue é uma etapa da investigação, que também considera avaliação clínica, idade, histórico familiar e fatores de risco.
Um resultado alterado no exame de PSA não confirma, por si só, um diagnóstico de câncer de próstata. Segundo o urologista Ruimário Coelho, a dosagem deve ser interpretada por um médico em conjunto com a avaliação clínica, a idade, o histórico familiar e os fatores de risco de cada paciente.
O tema é destacado durante o Novembro Azul, campanha de conscientização sobre a saúde masculina. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o triênio 2026–2028, o câncer de próstata será o tipo mais frequente entre homens, excluídos os tumores de pele não melanoma.
O que o exame de PSA avalia
O PSA, ou antígeno prostático específico, é medido por uma amostra de sangue e indica os níveis de uma proteína produzida pela próstata. Alterações nesses níveis podem apontar a necessidade de investigação, mas também podem ocorrer em situações benignas, como crescimento da próstata e processos inflamatórios.
O toque retal permite ao médico avaliar características da glândula que não são identificadas apenas pela dosagem de PSA. Conforme os resultados e a avaliação clínica, podem ser solicitados exames complementares, como ressonância magnética e, quando indicada, biópsia para confirmação diagnóstica.
Idade, histórico familiar e sintomas entram na avaliação
Segundo Coelho, a idade é um dos principais fatores de risco. O risco também é maior entre homens com parentes de primeiro grau que tiveram a doença, especialmente quando o diagnóstico ocorreu em idade mais jovem, e entre homens negros.
Nas fases iniciais, a doença pode não causar sintomas. Dificuldade para urinar, redução da força do jato urinário, aumento da frequência urinária — inclusive à noite — e sangue na urina devem ser avaliados, embora também possam estar relacionados a condições benignas.



