Internações por AVC entre jovens cresceram 16,9% no Brasil
Dados atribuídos ao Ministério da Saúde apontam aumento entre pessoas de 15 a 49 anos de 2020 a 2025; neurologista explica sinais de alerta.
As internações por acidente vascular cerebral (AVC) entre pessoas de 15 a 49 anos cresceram 16,9% no Brasil entre 2020 e 2025, segundo dados atribuídos ao Ministério da Saúde. O total passou de 34.896 para 40.788 hospitalizações nessa faixa etária, de acordo com o material divulgado.
O neurologista Iron Dangoni Filho, do centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, afirma que, embora o AVC seja mais frequente após os 60 anos, ele pode ocorrer em qualquer idade, incluindo crianças e adultos jovens. Para o especialista, reconhecer os sintomas e buscar assistência sem demora é essencial.
Sintomas exigem atendimento imediato
Segundo Dangoni Filho, os sinais mais comuns de AVC são boca torta, perda de força ou de sensibilidade em um lado do corpo e dificuldade para falar. Perda súbita da visão, tontura intensa com desequilíbrio e dificuldade para caminhar também podem ocorrer.
“Diante desses sintomas, é fundamental procurar atendimento imediatamente”, afirma o neurologista.
Fatores associados ao AVC em pessoas jovens
De acordo com o médico, o aumento de casos entre os mais novos está relacionado a mudanças no estilo de vida combinadas a fatores genéticos. Obesidade, sedentarismo, hipertensão, diabetes, tabagismo e uso de drogas estão entre os fatores citados por ele. Algumas doenças cardíacas e alterações da coagulação também podem provocar AVC em pessoas jovens, segundo o especialista.
O histórico familiar merece atenção, especialmente quando parentes próximos tiveram AVC em idade jovem. Ainda assim, Dangoni Filho destaca a importância de controlar os fatores de risco e manter hábitos de vida saudáveis.
O neurologista afirma que controlar pressão arterial, diabetes e colesterol, praticar atividade física, ter alimentação saudável e evitar o cigarro são medidas fundamentais de prevenção. Segundo ele, aproximadamente 80% a 90% dos episódios de AVC podem ser prevenidos.
Recuperação depende do atendimento e da lesão
Nem todo AVC deixa sequelas, segundo Dangoni Filho. A gravidade depende da região cerebral afetada, da extensão da lesão e do tempo até o tratamento; algumas pessoas podem se recuperar completamente quando recebem atendimento rápido.
Após um AVC, o médico recomenda investigar a causa do episódio para prevenir recorrências. Dependendo do caso, o tratamento pode incluir medicamentos, controle dos fatores de risco e reabilitação com fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional.



