Estudo avalia lifting cervical profundo em 95 pacientes

Pesquisa no Aesthetic Surgery Journal relata mudança na idade aparente e intercorrências após técnica aplicada a pessoas com pescoço curto.

Um estudo publicado em julho de 2026 no Aesthetic Surgery Journal avaliou o lifting cervical profundo em plano duplo em 95 pacientes com características anatômicas de pescoço curto. Segundo a pesquisa, dois cirurgiões plásticos independentes estimaram, por meio da comparação de fotografias antes e depois da cirurgia, redução média de 16 anos na idade aparente dos participantes.

O número se refere a uma análise visual das imagens, e não a uma reversão biológica do envelhecimento. O trabalho foi conduzido pela cirurgiã plástica brasileira Danielle Gondim em colaboração com o médico espanhol Francisco Bravo.

O que a técnica busca tratar

O procedimento combina o tratamento seletivo de estruturas profundas do pescoço com o reposicionamento do platisma, músculo que participa do contorno da região. De acordo com o estudo, todos os 95 pacientes tiveram melhora na definição cervical.

As medições fotográficas registraram aumento médio de 149% na medida proporcional do comprimento anterior aparente do pescoço. Isso não significa crescimento físico da estrutura: segundo os autores, o reposicionamento dos tecidos modificou a apresentação visual da região.

A pesquisa também relata que 94,7% dos participantes disseram estar muito satisfeitos com o resultado, que incluiu melhora na definição da mandíbula e do contorno do pescoço. Todos relataram aparência natural após a cirurgia, conforme o material divulgado.

Indicação e intercorrências relatadas

O estudo destaca que a perda de definição entre queixo e pescoço pode estar relacionada não apenas à gordura ou à flacidez da pele, mas também à musculatura e a outras características anatômicas. Por isso, a existência de papada ou de menor definição mandibular, isoladamente, não indica a necessidade de cirurgia.

Entre as intercorrências pós-operatórias registradas, aproximadamente 4,3% dos pacientes apresentaram fraqueza temporária do lábio inferior e cerca de 3,3% tiveram sialoma, acúmulo de saliva nos tecidos. Segundo a pesquisa, os casos evoluíram com restauração completa e sem sequelas após fisioterapia.

Danielle Gondim afirma que a avaliação para uma intervenção deve considerar anatomia facial, condições de saúde, riscos cirúrgicos e expectativas individuais. A autora ressalta que não há uma técnica ideal para todos os rostos e que a indicação precisa ser criteriosa.

👁️ 42 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar