Cinco fósseis brasileiros em museu de Balneário Camboriú
Acervo do Parque Aventura Jurássica reúne peixes do Cretáceo, ossos de um dicinodonte e árvores petrificadas de até 280 milhões de anos.
O Museu de Paleontologia do Parque Aventura Jurássica, em Balneário Camboriú (SC), reúne fósseis encontrados no Brasil que ajudam a mostrar a diversidade de animais e plantas de diferentes períodos geológicos. Entre as peças do acervo estão peixes do Cretáceo, ossos de um herbívoro de mais de 220 milhões de anos e lenhos fósseis de aproximadamente 280 milhões de anos.
Segundo o parque, o acervo tem mais de 100 peças entre fósseis originais e réplicas. Um dos exemplares é o Neoproscinetes penalvai, peixe de corpo achatado que viveu há cerca de 110 milhões de anos em ambientes aquáticos do atual Nordeste brasileiro. Encontrado na Formação Romualdo, na Bacia do Araripe, o animal tinha dentes resistentes, inclusive no céu da boca, usados para triturar alimentos com partes rígidas.
Outro peixe do acervo, o Vinctifer comptoni, foi encontrado no Ceará e apresenta cristais de quartzo associados aos restos fossilizados. De acordo com o material divulgado pelo parque, o exemplar viveu há aproximadamente 110 milhões de anos, e os minerais indicam transformações ocorridas após a morte do animal durante sua preservação.
Peixes raros, herbívoro e árvores petrificadas
O museu também expõe o Araripichthys castilhoi, espécie rara no registro fossilífero. Com corpo alto e comprimido lateralmente, semelhante a um disco, esse peixe viveu entre 111 e 108 milhões de anos atrás e contribui para o estudo da diversidade dos antigos ambientes aquáticos nordestinos.
Entre os fósseis terrestres está o Stahleckeria potens, um dicinodonte robusto de bico córneo. O animal viveu há mais de 220 milhões de anos, podia alcançar três metros de comprimento e pertencia aos sinapsídeos, linhagem evolutiva da qual surgiram os mamíferos. O acervo inclui ossos originais de suas patas, encontrados no Rio Grande do Sul.
Há ainda lenhos fósseis da Formação Rio Bonito, em Santa Catarina. Com cerca de 280 milhões de anos, as peças preservam estruturas de árvores do Permiano, período anterior aos primeiros dinossauros, e permitem reconstruir aspectos da vegetação daquele tempo.



