CASACOR Ribeirão Preto integrou arte e arquitetura em 2026
Mostra encerrada em 12 de outubro reuniu ambientes que usaram pinturas, esculturas, fotografias e design para criar narrativas.
A CASACOR Ribeirão Preto 2026, encerrada em 12 de outubro, apresentou ambientes em que pinturas, esculturas, fotografias e peças de design foram incorporadas à arquitetura. Na oitava edição da mostra, realizada sob o tema “Mente e Coração”, dois projetos exploraram a arte como parte da identidade e da experiência dos espaços: Sua Casa Bem Vivida Electrolux e Casa Cotrim Galeria.
Segundo a organização, a edição ocorreu em um imóvel sexagenário projetado por Marcos Tomanik. Os projetos reuniram referências a memória, cultura regional, convivência e reaproveitamento de materiais.
Memória afetiva orientou a curadoria de um dos ambientes
Assinada pelo designer de interiores Fabricio Frezza e pelo arquiteto Gabriel Figueiredo, a Sua Casa Bem Vivida Electrolux teve curadoria baseada em liberdade, amizade e convivência. No hall de entrada, a pintura Liberdade e Amizade, de Emmanuel Nassar, foi escolhida para dialogar com esses valores.
No living, uma obra de Chico Flores, pseudônimo de João Cabral (1960–2025), trouxe referências à cultura popular e às vivências de Salvador. O ambiente também exibiu um trabalho de Francisco Amêndola, produzido na década de 1980, que retrata o trabalhador rural e estabelece relação com a história cultural e econômica do interior paulista. De acordo com os profissionais, a peça também conversava com a época de construção do imóvel que recebeu a mostra.
Galeria incorporou obras ao percurso arquitetônico
Concebida por Marcus Cotrim, a Casa Cotrim Galeria recebeu uma exposição coletiva integrada à concepção espacial. A circulação longitudinal conduzia visitantes por trabalhos de diferentes linguagens, com cores, formas e texturas compondo o ambiente.
Entre as obras apresentadas estavam o tríptico Solo de Celo, de Ruy Marques Ferreira; esculturas de Marcelo Dias; composições cromáticas de Cenimar Soares; e metacrilatos de José Maria Morgade feitos com materiais plásticos reutilizados. A mostra também reuniu colagens de Piti Meinberg e peças que aproximam arte e mobiliário, como o Cabideiro Tarsila, de Aristeu Pires, a Cadeira Baqueta, de Marcelo Stefanovicz, e a linha Toys, de Barbara Bianchi e Natália Heten.
As duas propostas mostraram abordagens distintas: enquanto um ambiente associou obras a afetos e referências culturais dos moradores imaginados, o outro fez da produção artística um elemento que orientava a circulação e a organização do espaço.



