Como acolher alguém em luto no Dia de Finados

Presidente do SOS Preces orienta familiares e amigos a ouvir sem julgamentos, respeitar o silêncio e não minimizar a dor.

Ouvir sem julgamentos, respeitar o silêncio e não tentar apressar a superação são formas de acolher alguém em luto, segundo Kátia Moraes Varella Alves, presidente do SOS Preces. A orientação ganha destaque no Dia de Finados, celebrado em 2 de novembro, quando lembranças de pessoas que morreram podem se tornar mais presentes para muitas famílias.

De acordo com a presidente da instituição, não há uma maneira única de vivenciar uma perda nem um prazo determinado para a diminuição da dor. A necessidade de conversar, a vontade de permanecer em silêncio e a intensidade das emoções podem variar de pessoa para pessoa.

Na tentativa de consolar, familiares e amigos podem recorrer a frases que incentivam quem sofre a seguir em frente ou superar a situação. Para Kátia, esse tipo de abordagem pode transmitir a sensação de que a pessoa precisa conter as próprias emoções. O receio de dizer algo inadequado também pode levar ao afastamento, mesmo quando há intenção de oferecer apoio.

“Cada pessoa tem sua maneira de vivenciar o luto, e não cabe a quem está por perto determinar como ou quando ela deve superar uma perda. Em vez de tentar encontrar as palavras certas para resolver a situação, familiares e amigos podem demonstrar disponibilidade para ouvir, respeitar o silêncio e permitir que a pessoa fale sobre suas lembranças e seus sentimentos quando se sentir à vontade”, afirma.

A saudade pode surgir em diferentes momentos

A atenção ao luto não se limita ao Dia de Finados. Segundo o SOS Preces, datas comemorativas, aniversários e situações cotidianas podem despertar saudade e emoções mesmo muito tempo após a morte de alguém.

O SOS Preces, fundado em Minas Gerais há mais de 40 anos, oferece escuta afetiva gratuita 24 horas por dia, realizada por voluntários capacitados para ouvir pessoas em sofrimento emocional. A instituição ressalta que o serviço não substitui acompanhamento psicológico ou psiquiátrico quando necessário, mas pode ser um recurso complementar de apoio. Informações sobre o atendimento estão no site do SOS Preces.

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