Cinco habilidades que podem ajudar na preparação para vestibulares

Especialista da Mind Makers aponta pensamento crítico, interpretação, criatividade, raciocínio lógico e colaboração como competências trabalháveis na escola.

A preparação para o Enem e outros vestibulares pode envolver, além da revisão de conteúdos e dos simulados, o desenvolvimento de habilidades como interpretação, análise e resolução de problemas desde a Educação Básica. Segundo Victor Haony, assessor pedagógico da Mind Makers, cinco competências podem contribuir para o desempenho dos estudantes em avaliações e em situações cotidianas.

Para Luciana Patrocínio, diretora de Soluções Complementares na Cogna Educação, esse desenvolvimento deve acompanhar toda a trajetória escolar e respeitar as características de cada faixa etária. Ela afirma que questões contextualizadas exigem que o estudante interprete enunciados, identifique dados relevantes, relacione conhecimentos e escolha estratégias para resolver problemas.

Habilidades destacadas para os vestibulares

A primeira é o pensamento crítico, descrito por Haony como a capacidade de analisar informações, avaliar possibilidades e construir argumentos fundamentados. Perguntas que levem o aluno a justificar escolhas ou considerar outras formas de resolver um problema podem estimular essa reflexão, segundo o especialista.

A interpretação e análise também são relevantes, sobretudo em questões que apresentam textos, gráficos, dados ou situações-problema. De acordo com Haony, atividades investigativas, desafios interdisciplinares e exercícios de comparação de informações podem ajudar os estudantes a identificar o que uma situação exige antes de decidir como respondê-la.

Já a criatividade é associada à formulação de hipóteses, à experimentação de alternativas e à busca de diferentes caminhos para um resultado. O assessor pedagógico afirma que oferecer espaço para escolhas, testes e compreensão dos erros contribui para uma aprendizagem mais ativa.

O raciocínio lógico, por sua vez, pode apoiar a organização das ideias, o reconhecimento de padrões e a elaboração de estratégias. Haony cita jogos, desafios matemáticos, programação e atividades de planejamento como possibilidades. Ele também relaciona o pensamento computacional à decomposição de problemas, ao reconhecimento de padrões e à construção de sequências lógicas.

Por fim, a colaboração pode ser exercitada em projetos coletivos, nos quais estudantes compartilham ideias, ouvem opiniões, negociam decisões e constroem soluções em conjunto. Segundo Haony, atividades interdisciplinares e desafios baseados em projetos permitem aplicar conteúdos curriculares em situações práticas.

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