Halloween: cinco práticas para planejar ações de vendas
Especialista do IBEX orienta empresas a preparar equipes, organizar a operação e medir resultados antes e depois de 31 de outubro.
Empresas que pretendem criar ações para o Halloween em 31 de outubro de 2026 precisam alinhar equipe, operação e custos antes de divulgar a campanha. Segundo Alexandre Slivnik, diretor executivo do IBEX, o objetivo não deve ser apenas atrair público, mas oferecer uma experiência capaz de sustentar vendas e estimular o retorno dos clientes.
Nos Estados Unidos, a National Retail Federation estima gastos de US$ 13,5 bilhões com o Halloween neste ano. De acordo com o levantamento citado pela fonte, 49% dos consumidores pretendiam começar as compras em setembro ou antes. Para negócios brasileiros, a data pode representar uma oportunidade de receita adicional, desde que a ação seja compatível com o orçamento, o público e a capacidade de entrega.
1. Prepare a equipe antes da divulgação
Funcionários devem conhecer as atividades, os preços e as condições de participação. Uma reunião breve pode distribuir responsabilidades e definir quem responde a reclamações ou autoriza ajustes durante a campanha.
Slivnik afirma que o engajamento da equipe depende de compreender o efeito do trabalho na experiência do público: “quando alguém percebe que não está apenas batendo uma meta, mas criando conexão, resolvendo problemas e melhorando experiências, o propósito deixa de ser discurso e vira atitude percebida”.
2. Dê ao cliente um motivo claro para participar
Oficinas de decoração de doces em confeitarias, degustações em restaurantes e atividades para famílias em hotéis são exemplos apresentados pela fonte. Antes de anunciar, a empresa deve definir duração, custos e limite de participantes, para verificar se a iniciativa pode gerar resultado financeiro além de movimento.
3. Faça o atendimento acompanhar a campanha
A experiência começa nas informações recebidas antes da visita e segue pela recepção, escolha de produtos e pagamento. Filas, falta de mercadorias e orientações desencontradas podem comprometer a ação. A gestão deve prever horários de maior procura, ajustar escalas e comunicar possíveis esperas.
Ao citar a Disney, Slivnik aponta que a programação de Halloween do Magic Kingdom, na Flórida, reúne apresentações, alimentos temáticos e encontros com personagens com ingresso específico. Para ele, pessoas engajadas e processos organizados precisam caminhar juntos para sustentar a experiência do público.
4. Ouça quem atua na operação
Colaboradores que atendem diariamente conhecem dúvidas e dificuldades recorrentes. Ouvir sugestões antes da ação pode ajudar a corrigir falhas e a estabelecer respostas para situações que exigem rapidez. Segundo o especialista, a liderança precisa apoiar essa participação, pois o comportamento de quem lidera é observado pela equipe.
5. Meça o retorno além das vendas
O balanço da campanha deve considerar faturamento, custos e margem, além de reclamações e tempo de espera. Acompanhar novas compras dos participantes também ajuda a avaliar se a iniciativa contribuiu para a fidelização. Os resultados podem orientar correções e campanhas futuras, mesmo após o fim da decoração temática.



