Cirurgia das mamas no verão exige planejamento da recuperação
Segundo o cirurgião plástico Marco Dallegrave, retorno a atividades leves pode ocorrer em uma ou duas semanas em casos selecionados.
Cirurgias das mamas podem ser realizadas no verão, mas a escolha do procedimento e a programação da recuperação precisam considerar as condições clínicas, os objetivos da paciente e o tempo disponível para os cuidados pós-operatórios. Segundo o cirurgião plástico Marco Dallegrave, os meses quentes não impedem as intervenções, desde que haja planejamento adequado.
De acordo com o médico, em casos selecionados, atividades leves e trabalhos sem esforço físico podem ser retomados entre uma e duas semanas após a cirurgia. Já esportes, levantamento de peso e movimentos intensos dos braços geralmente exigem de quatro a seis semanas ou mais, conforme a evolução clínica.
Procedimentos têm indicações diferentes
A mamoplastia de aumento utiliza implantes para acrescentar volume e melhorar a projeção das mamas. A mastopexia reposiciona os tecidos e remove o excesso de pele, enquanto a redução mamária diminui o volume. Segundo Dallegrave, a definição da técnica deve ser individualizada e levar em conta as expectativas e as condições de saúde da paciente.
O especialista afirma que a possibilidade de combinar procedimentos, como intervenções nas mamas e no abdômen após emagrecimento, depende de indicação e de condições de segurança para a associação das técnicas.
Praia, piscina e cicatrizes entram no cronograma
Para entrar em praia ou piscina, é necessário aguardar a cicatrização das incisões e a liberação médica, segundo Dallegrave. As cicatrizes também devem ser protegidas do sol para reduzir o risco de alterações na pigmentação.
O médico ressalta que a volta precoce a tarefas leves não significa fim da recuperação, pois a cicatrização continua ao longo dos meses. Antes da cirurgia, ele recomenda verificar o registro do profissional no Conselho Regional de Medicina, o Registro de Qualificação de Especialista em cirurgia plástica, a estrutura de atendimento e o acompanhamento após a alta.
O acompanhamento das mamas deve continuar depois da operação. Dallegrave destaca que cirurgias estéticas não substituem exames de rastreamento e que a presença de próteses deve ser informada aos profissionais responsáveis pelos exames de imagem.



